Coronavírus como Arma Biológica: Conjecturas e Cenário

Foto: Elliot Alderson no Pixabay

Os casos de infecção com o novo Coronavírus (nome científico SARS-CoV-2), causador da doença Covid-19, aumentam de maneira estrondosa pelo globo, assim como as teorias da conspiração de como este vírus teria surgido. Há diversas histórias espalhadas pelas rede sociais – como o WhatsApp, o Facebook e outros veículos do gênero – de que o vírus teria sido criado pela China visando deturbar o comércio mundial e/ou seus principais rivais políticos, sobretudo os Estados Unidos da América (EUA), país o qual a China tem uma série de disputas fiscais/comerciais desde 2018. Do outro lado, fontes chinesas também já insinuaram que os norte-americanos, praticamente pelos mesmos motivos que são acusados, de terem criado o vírus para atrapalhar o crescimento econômico e ou crescimento da influência política chinesa no mundo.

Há muitas dúvidas de como o vírus surgiu, apesar da hipótese mais plausível até o momento é que a origem deste agente patogênico se deu de forma natural. Porém, apesar disto, abriu-se margem para uma série de especulações, ou melhor, teorias da conspiração, sobre a origem do SARS-CoV-2. A mais conhecida de todas é que o vírus foi criado pela China. Antes de fazer acusações, precisamos de provas, para explorar esta possibilidade o texto foi dividido da seguinte maneira: 1. Apresentar um panorama sobre armas biológicas; e 2. Se há indícios que o coronavírus foi criado em laboratório e se faz sentido a criação de uma arma com as características do SARS-CoV-2.

Para realizar este trabalho foram utilizados fontes secundárias, consulta de livros, de artigos e de notícias que tratam sobre os temas abordados aqui. A hipótese deste texto é que, apesar da pesquisa de diversos cientistas afirmarem que o coronavírus não foi criado em laboratório, também não faria sentido a criação de uma arma biológica com as características deste vírus. 

Contexto Geral Sobre Armas Biológicas

Uma arma biológica é basicamente uma toxina ou um agente patógeno – vírus, bactéria e ou fungo – que pode ser extraído de fontes naturais e ou até mesmo feitos em laboratório, inserido em um sistema de envio, como: objetos, seres vivos, corpos em decomposição, bombas de aerossolização e outros métodos, que possam transmitir e contaminar sobretudo seres humanos (MASTHAN, et al, 2012, p. 1). O uso de agentes patogênicos em conflitos bélicos é algo que faz parte das táticas de guerra há milhares de anos (DUNNIGAN, 2003, p. 421).

O império romano já reconhecia a capacidade de usar doenças para aniquilar seus adversários. Desde a antiguidade práticas como contaminação com corpos em decomposição e envenenamento de fontes de água já eram empregadas. Posteriormente, na Idade Média, cadáveres com peste ou animais em estado de putrefação também eram utilizados para a contaminação de antagonistas. Mais adiante, no século XVI, cientistas encontraram evidências de que o alastramento da febre tifoide foi responsável pela morte de 80% da população asteca no México pelos espanhóis, esta pratica também foi empregada dois séculos depois, já que há indícios de doações de cobertores com varíola de colonos europeus para populações indígenas no continente americano. Na Primeira Guerra Mundial, de 1914 até 1918, armas biológicas feitas com base de mormo (Burkholderia mallei) e Antraz foram fabricadas e empreendidas (CASTANHEIRA, 2016, p. 6-7).  Exemplos de agentes patógenos que podem ser usados como para construção de uma arma biológica: Antraz (Bacillus Anthracis), Peste Bubônica (Yersinia Pestis), Toxina do Botulismo (Clostridium Botulinum), entre outros.   

Para empregar uma arma biológica de maneira efetiva, levando em conta a imprevisibilidade de até onde o alastramento de um patogênico pode chegar, é necessário que o Estado que utilize este tipo de armamento, primeiro imunize sua população e suas tropas para que não sofra efeitos colaterais com o uso destas armas (DUNNIGAN, 2003, p. 422). Por outro lado, armas biológicas, se comparadas aos outros tipos de armas de destruição em massa (ADM) – a nuclear e a química –, tendem a ser menos complexas para serem elaboradas, sendo assim, seria muito razoável pensar que organizações terroristas pudessem querer adquirir este tipo de armamento e ou até mesmo produzi-lo. Outra vantagem do emprego das armas biológicas é que são muito difícil de ser detectadas e combatidas (MASTHAN, et al, 2012, p. 3).

Armas bacterianas e químicas tiveram seu uso desaprovado em guerra através do Protocolo de Genebra de 1925. Posteriormente, todos os tipos de armas biológicas tiveram seu uso proibido na década de 1970, a partir do acordo internacional denominado Biological Weapons Convention (BWC). Este tratado entrou em vigor em 1975 e possui hoje 182 Estados-membros, a China tornou-se membro em 1984. Já os EUA desde a década de 1960 já começaram a destruir seu arsenal de armas biológicas por conta própria (BAJAMA; PARTHEMORE, 2020).

Dunnigan (2003, p. 423) estima que de 1900 até 2001, houveram 262 especulações de emprego de armas biológicas:

Desconsiderando o uso deste tipo deste de armamento por parte do Japão na Segunda Guerra Mundial contra tropas chinesas, 60% dos ataques com armas biológicas foram perpetrados por grupos terroristas, e 40% foram atividades puramente criminosas (extorsão, tentativa de assassinato, etc.). Entretanto, 66% dos 262 casos eram fraudes, 21% ameaças que nunca se realizaram e só 13% realmente aconteceram. De todos estes ataques que se efetivaram, 24% ocorreram nos EUA e não resultaram em fatalidades. Mas 76% que ocorreram fora dos Estados Unidos chegaram a matar 77 pessoas. O culto japonês Aum Shinrinkyo realizou 20 ataques de 1990 até 1995. Metade destes ataques foram com armas biológicas (com toxina botulínica e com antraz), levando a óbito 8 pessoas. Porém um ataque com gás sarin, realizado por este mesmo culto, levou a internação de 5 mil pessoas com 12 mortos.  

Mesmo com a pouca quantidade de casos de emprego/tentativa de emprego de ataques com armas biológicas, sempre permaneceu o receio que países poderiam desrespeitar os acordos internacionais mencionados acima, os quais proíbem o uso deste tipo de armamento. Segundo Castanheira (2016, p. 3), a União Soviética, mesmo sendo Estado-membro do BWC desde 1975, entre 1970 e 1980 continuou produzindo armas biológicas, como também há indícios que diversos outros países não respeitaram totalmente as regras deste acordo, como: Iraque, Síria, Coreia do Norte, Irã, Reino Unido, Estados Unidos, entre outros. O grande problema seria a falta de mecanismos do BWC para investigar se estes países estão produzido patógenos para usar como armas. Isto abre margem para que, talvez, até hoje alguns países possam estar investindo na fabricação de armas biológicas. Agora, cabe analisarmos se o coronavírus poderia ser uma arma biológica ou não.

Seria o Coronavírus uma Arma Biológica?

Há diversas especulações, ou melhor, teorias da conspiração, em redes sociais, como o WhatsApp, de que o SARS-CoV-2 teria sido criado pela China, o qual objetivaria deturbar outros Estados rivais políticos e econômicos, sobretudo os EUA. Porém, as acusações não circularam apenas pelas redes sociais, diversos políticos de diferentes países atribuíram o vírus como fruto de outros Estados, em que estes visariam prejudicar seus respectivos adversários. Esta parte do texto levanta algumas destas acusações, como também traz à tona pesquisa de diversos cientistas de diferentes ramos da biologia que afirmam a impossibilidade do coronavírus ter sido criado em laboratório.

As incriminações não ficam só na esfera das redes sociais, em formato de Fake News. Políticos norte-americanos, desde o senador Tom Cotton, do Estado de Arkansas, e até mesmo o presidente do país, Donald Trump, o qual já chamou o coronavírus de “o vírus chineses”, já atribuíram a paternidade deste agente patógeno a Coreia do Norte, ao Irã, porém, mantém como alvo favorito de acusação a China (DEEN, 2020). Na contramão, de acordo com Bajama e Parthemore (2020), políticos chineses também chegaram a desconfiar que os EUA teriam fabricado o coronavírus para prejudicar a China.

Canais de mídia russos também chegaram a acusam os norte-americanos de estarem por trás do Covid-19. Em um dos principais canais de televisão da Rússia, o Channel One, cedeu grande espaço da sua programação relatando histórias conspiratórias sobre a origem do coronavírus. Uma destas teorias é que empresas e ou agências de inteligência estadunidenses são os possíveis “pais” do vírus, segundo a BBC (2020) em um dos programas do canal foram até usadas alegações falsas e velhas do Kremlin de que os EUA possuem um laboratório, no Estado da Geórgia, no qual se realizariam testes com armas biológicas em humanos (BBC, 2020). Após 10% da liderança política iraniana testar positivo para o vírus até meados de março, políticos persas e até mesmo o Aiatolá Khamenei, começaram a declarar que provavelmente os casos de Covid-19 são frutos de uma arma biológica criada pelos estadunidenses (BAJAMA; PARTHEMORE, 2020).

Porém, a pesquisa de diversos cientistas indica que a origem do vírus se deu de forma natural. A partir da análise da sequência genética do SARS-CoV-2, é possível entender melhor a origem deste vírus. De acordo com pesquisa realizada por Kristian Andersen, et al (2020, p, 1), não há chances do coronavírus ter sido criado ou manipulado em laboratório. Estes pesquisadores vão além afirmando que, ao se comparar os dados disponíveis da sequência genética de outros tipos de coronavírus conhecidos – cerca de sete, porém que não provocam os mesmos efeitos devastadores em humanos como a Covid-19 –, se pode atestar que o SARS-CoV-2 é de origem natural. Outro fator elencado por Andersen e seus colegas é que este vírus é reativo também em morcegos e em pangolins, se alguém quisesse construir uma arma biológica através do coronavírus provavelmente o teria construído utilizando genes de vírus os quais apresentam grande letalidade em seres humanos, assim aumentando a capacidade destrutiva da Covid-19 (WALTON, 2020).

Isto vai de encontro com Lee (2020), o qual tem mais um forte argumento contra o a possibilidade ter sido feito para ser uma arma biológica, a baixa letalidade do vírus. O SARS-CoV-2 tem uma taxa de mortalidade média de 1% até 3,4% nas pessoas contaminadas e muitos dos seres humanos que contraem o coronavírus não apresentam os sintomas da infecção. Se comparado ao Ebola por exemplo, o qual a taxa de letalidade pode chegar aos 90%, o coronavírus é pouco efetivo para vitimar fatalmente a nossa espécie. Claro que este tem maior capacidade de alastramento do que aquele. Porém, se fosse para construir uma arma biológica letal para dizimar populações ou até mesmo visar somente enferma-las, como Lee declara, ironicamente, quem “fez” o SARS-CoV-2 deveria ser demitido, pois realizou um péssimo trabalho.

Outros cientistas como o especialista em vírus da Universidade de Chicago, Thomas Gallagher e Peter Daszak, David Morens e Jeffery Tauberger – estes três últimos do Instituto Nacional de Saudade dos EUA –, discordam categoricamente de que o coronavírus tenha sido fabricado em laboratório. O professor Richard Ebright, especialista em biossegurança do Instituto de Microbiologia da Universidade de Waksman, também testifica a pesquisa de Andersen e seus colegas de que o SARS-CoV-2 não foi criado em laboratório. A hipótese mais aceita sobre a origem do vírus é que tenha sido gerado naturalmente em morcegos, passando para os pangolins – hospede intermediário – e através da alimentação deste animal, contaminando finalmente seres humanos (FIELD, 2020).  Corrobora com isto o estudo realizado pela Universidade Agrícola do Sul da China, a qual identificou semelhança genética de 99% do coronavírus que afeta os seres humanos com o coronavírus encontrado nos pangolins (BAJAMA; PARTHEMORE, 2020; LEE, 2020).

Outra hipótese levantada, apesar de pouco plausível, a qual Ebright concorda que é possível, é que o coronavírus escapou acidentalmente do Centro de Controle e Prevenção de Doenças em Wuhan, em que o primeiro caso confirmado de Covid-19 ocorreu em um mercado de frutos do mar, a aproximadamente 16 km deste laboratório. Este centro de pesquisa estava estudando outras variantes de coronavírus em morcegos e está localizado na cidade chinesa aonde aparentemente a Covid-19 surgiu. Todavia, esta possibilidade foi totalmente refutada por uma investigação realizada pela Universidade Tecnológica do Sul da China (FIELD, 2020). Trump alertou que os EUA estão investigando a possibilidade do coronavírus ter escapado do laboratório de Wuhan.

Uma investigação realizada pelo Gryphon Scientific, em 2016, pondera que o risco de um vazamento de material biológico de algum laboratório que cause uma pandemia mundial é muito pequeno, pandemias tendem a acontecer de fontes naturais e não por causa de patógenos fabricados em laboratórios (BAJAMA; PARTHEMORE, 2020). Lee (2020) vai além da improbabilidade do vírus ter escapado de algum laboratório explanando que o alto nível de segurança que estruturas como estas tem, ele acrescenta que instalações como estas possuem sistemas de ventilação, paredes reforçadas e sistemas de segurança para evitar que o material manipulado dentro do laboratório escape para o mundo exterior. Além do mais, Lee também levanta que laboratórios como este em Wuhan não são tão raros assim, os Estados Unidos possuem seis instalações deste gênero em seu território.

Todavia, é possível sim criar armas biológicas em laboratório, através de processos de engenharia genética, em que modifica-se os genes de um agente patológico – para que este tenha mais letalidade contra seres humanos, melhores condições de alastramento e infecção, capacidade de sobrevivência, resistência a medicamentos e vacinas – tornando-o mais letal (AINSCOUGH, 2002, p. 1-2). Com o avanço das tecnologias envolvendo engenharia genética, é esperado que a criação de armas biológicas tornem-se cada vez mais possível por um grande número de agentes – exemplo: organizações terroristas e Estados (DUNNIGAN, 2003, p. 426).

Bajama e Parthemore reconhecem que países, sobretudo como os EUA, a Rússia e a China teriam capacidades de produzir armas biológicas com grande letalidade, já que:

Países como os EUA podem desenvolver ferramentas de diagnósticos, fabricar equipamentos de proteção, levantar laboratórios que contenham patogênicos com extrema letalidade e até mesmo produzir vacinas e outras contramedidas para proteger seu povo contra o flagelo de uma doença. Todas estas capacidades podem ser alavancadas para cobrir um programa de construção de armas biológicas (BAJAMA; PARTHEMORE, 2020, tradução nossa).

Apesar da capacidade que determinados países podem ter de construir armas biológicas efetivas, o SARS-CoV-2 parece estar muito longe de ser considerado uma arma biológica, por uma série de motivos elencados nesta sessão.

Considerações Finais

Este texto objetivou demonstrar que não faria sentido nenhum algum Estado criar uma arma biológica nos moldes do coronavírus. Para melhor entendimento primeiro buscou-se apresentar um quadro geral sobre armas biológicas e também mostrar que a pesquisa de diversos cientistas de diferentes ramos da biologia atestam a impossibilidade do SARS-CoV-2 ter sido criado em laboratório.

Possivelmente tais alegações surgiram na internet na base do “achômetro” e/ou com o interesse de disseminar notícias falsas, Fake News. Muitas das acusações que apontam a China como criador da pandemia, aproveitam o fato de que o primeiro caso de contaminação com o este vírus se deu em território chinês. Mas ao analisarmos estas incriminações vemos que elas muitas vezes apresentam cunho racista ou se dão devido a uma visão político-ideológica a qual procura difamar o modelo político chinês.

O que preocupa é que diversos governantes disseram que outros países criaram este agente patógeno para obter vantagens e ou prejudicar outros Estados. O que não faz sentido, já que o coronavírus reverberou de forma negativa para todo o globo. Líderes políticos provavelmente se munem deste tipo de argumento para apontar um culpado pela pandemia e usar outro país como bode expiatório, assim tentando mascarar a incapacidade que diversos Estados estão apresentando para lidar com a disseminação da Covid-19. 

Referências

AINSCOUGH, Michael. Next Generation Bioweapons: the technology of genetic engineering applies to biowarfare and bioterrorism. Alabama: Air University. The Counterproliferations Papers Warfare, Series, No. 14, 2002.

ANDERSEN, Kristian, et al. The proximal origin of SARS-CoV-2. 2020. Disponível em: <https://www.nature.com/articles/s41591-020-0820-9>. Acesso em: 02/04/2020.

BAJAMA, Natasha; PARTHEMORE, Christine. How to Counter China’s Coronavirus Disinformation Campaign. 2020. Disponível em: <https://www.defenseone.com/ideas/2020/03/how-counter-chinas-covid-19-disinformation-campaign/164188/>. Acesso em: 03/04/2020.

BBC.  Coronavirus: Russian media hint at US conspiracy. 2020. Disponível em: <https://www.bbc.com/news/world-us-canada-51599009>. Acesso em: 02/04/2020.

CASTANHEIRA, Luís. Bioterrorismo: Exemplos de Armas Biológicas. Faculdade de Farmácia, Universidade de Coimbra, 2016.

DEEN, Thalif. Could the Coronavirus Be a Biological Weapon in the Not-Too-Distant Future? 2020. Disponível em: <http://www.ipsnews.net/2020/03/coronavirus-biological-weapon-not-distant-future/>. Acesso em: 02/04/2020.

DUNNIGAN, James. How to Make War. New York: Happer Collins, 2003.

FIELD, Matt. Experts know the new coronavirus is not a bioweapon. They disagree on whether it could have leaked from research lab. 2020. Disponível em: <https://thebulletin.org/2020/03/experts-know-the-new-coronavirus-is-not-a-bioweapon-they-disagree-on-whether-it-could-have-leaked-from-a-research-lab/>. Acesso em: 03/04/2020.

LEE, Bruce. No, COVID-10 Coronavirus Was Not Bioengineered. Here’s The Research That Debunks That Idea. Disponível em: <https://www.forbes.com/sites/brucelee/2020/03/17/covid-19-coronavirus-did-not-come-from-a-lab-study-shows-natural-origins/>. Acesso em: 03/04/2020.

MASTHAN, K, et al. Virus as a biological-weapon. In: International Research Journal of Microbiology. Vol. 2, 2012.

WALTON, Simon. ‘Coronavirus is not a bioweapon created in a lab’ – scientists rubbish theories. 2020. Disponível em: <https://www.yorkpress.co.uk/news/18321528.coronavirus-not-bioweapon-created-lab—scientists-rubbish-theories/>. Acesso em: 02/04/2020.

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Sobre o Autor

Analista de Relações Internacionais. Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (PPGEEI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais pelo Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA). Áreas de Interesse: Estudos Estratégicos, Relações Internacionais, Armas de Destruição em Massa, Política Externa e outros.

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