Este dia na história: Thomas Edison inventa a lâmpada elétrica

Fonte: Dima Goroziya
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Há mais de 140 anos, no dia 21 de outubro de 1879, foi criada, por Thomas Edison, a lâmpada elétrica, “uma iluminação durável fazendo passar a corrente elétrica através de um filamento de carbono dentro de um ampola de vidro vazia (opera mundi; 2009)”. Outros inventores já haviam criado uma lâmpada antes de Edison, mas foi ele quem pensou em uma infraestrutura para recebê-la, tornando-a acessível e possível de vender. 

É evidente que a invenção desse objeto mudou o mundo. Dentre as mudanças ocorridas decorrentes da criação da lâmpada elétrica, podemos citar: a mudança nos horários de qualquer atividade, pois era a luz que determina quando começar e quando parar de trabalhar, estudar e passear; a iluminação nas ruas, que era precária e feita por candeeiros de azeite de peixe e por velas de cera; o deslocamento e a interação das pessoas, que passaram a frequentar bares, cafés e restaurantes à noite; o teatro; e o desenvolvimento urbano e econômico. Porém, o que muitas pessoas não sabem, é que, além das mudanças supracitadas, a lâmpada elétrica iniciou uma revolução científica, pois por causa dela surgiu  a teoria mais importante de toda a ciência, a mecânica quântica.

Em 1888, quase dez anos depois da sua invenção, Edison fundou a Edison Electric Light Company, “a primeira central elétrica permanente a gerar luz e força do mundo (opera mundi; 2009)”. Um ano depois, a companhia tornou-se uma potência econômica, dominando a “Era da Eletricidade” nos EUA.  

A companhia foi um dos maiores conglomerados industriais do planeta, fabricava todos os tipos de dispositivos elétricos como geradores, motores e gigantescas válvulas solenoides. Consequentemente, a empresa transformou-se em uma das maiores fabricantes multinacionais (Museu da Lâmpada; 2020).

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Na Primeira Guerra Mundial a General Eletric passou a atuar no campo da metalurgia naval, produzindo máquinas e equipamento novos para os navios americanos. Em seguida, entrou no setor da indústria química, “aperfeiçoando os métodos de novos produtos e substâncias (Museu da Lâmpada; 2020)”. Outro ramo que Thomas Edison impulsionou foi a indústria do cinema. Ele foi responsável pela criação de diversos aparelhos, como: o Cinetógrafo, uma máquina de filmar; o Cinetoscópio, “caixa com imagens filmadas vistas no seu interior”; o Cinetofone, um Cinetógrafo com som; o Vitascópio, um projetor de filmes em telas; o Contador automático de votos, que transmitia telegraficamente as cotações das bolsas de valores, e a lâmpada incandescente, que transforma quase toda a sua energia oferecida em calor.

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Editora assistente e pesquisadora na linha de segurança internacional da Revista Relações Exteriores. Futura analista de Relações Internacionais pela IBMR. Núcleo de Pesquisa Maria Rebello Mendes (NUPREM-IBMR).

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