A Relação Brasil-África. Prestígio, Cooperação ou Negócios?

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O que o Brasil deseja obter através de suas relações com o continente africano: prestígio diplomático para conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, apoiar solidariamente o desenvolvimento econômico-social ou somente realizar negócios lucrativos? Essas três dimensões são excludentes? O Brasil e a África, de certa forma, ingressaram simultânea e articuladamente no sistema mundial, o que criou fortes identidades históricas e culturais. Todavia, língua, cultura e tradições comuns não são suficientes para que se desenvolvam relações de tipo moderno. Todo discurso culturalista busca, em essência, legitimar interna e externamente as ações de governo. A relação do Brasil com o continente africano conheceu um aprofundamento desde o início dos anos 1960, mesmo com fases de maior ou menor intensidade. Foram a industrialização brasileira e as independências africanas que criaram a nova realidade. Não voltou a haver qualquer interrupção, como no século XIX, e o eixo econômico tem sido o essencial (junto com a cooperação técnica), pois constitui a base sustentável sobre a qual se constroem as relações entre as nações. Desde a década de 1970, a relação entre Brasil e África nunca mais foi interrompida e se tornou intensa e complexa no século XXI. A obra, por evitar as abordagens ideológicas e vitimizadoras, representa uma ferramenta essencial para os que desejam compreender as relações do Brasil com a África desde uma perspectiva realista e objetiva. Seu embasamento histórico e enfoque político-econômico, com ampla pesquisa de campo no continente africano (desenvolvida pelo Centro Brasileiro de Estudos Africanos da UFRGS), revela as possibilidades e dificuldades para o desenvolvimento de sólidas relações entre as duas margens do Atlântico Sul.

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O que o Brasil deseja obter através de suas relações com o continente africano: prestígio diplomático para conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, apoiar solidariamente o desenvolvimento econômico-social ou somente realizar negócios lucrativos? Essas três dimensões são excludentes? O Brasil e a África, de certa forma, ingressaram simultânea e articuladamente no sistema mundial, o que criou fortes identidades históricas e culturais. Todavia, língua, cultura e tradições comuns não são suficientes para que se desenvolvam relações de tipo moderno. Todo discurso culturalista busca, em essência, legitimar interna e externamente as ações de governo. A relação do Brasil com o continente africano conheceu um aprofundamento desde o início dos anos 1960, mesmo com fases de maior ou menor intensidade. Foram a industrialização brasileira e as independências africanas que criaram a nova realidade. Não voltou a haver qualquer interrupção, como no século XIX, e o eixo econômico tem sido o essencial (junto com a cooperação técnica), pois constitui a base sustentável sobre a qual se constroem as relações entre as nações. Desde a década de 1970, a relação entre Brasil e África nunca mais foi interrompida e se tornou intensa e complexa no século XXI. A obra, por evitar as abordagens ideológicas e vitimizadoras, representa uma ferramenta essencial para os que desejam compreender as relações do Brasil com a África desde uma perspectiva realista e objetiva. Seu embasamento histórico e enfoque político-econômico, com ampla pesquisa de campo no continente africano (desenvolvida pelo Centro Brasileiro de Estudos Africanos da UFRGS), revela as possibilidades e dificuldades para o desenvolvimento de sólidas relações entre as duas margens do Atlântico Sul.

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