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Excepcionalismo e Protestantismo na Política Externa de Bush e Trump para Israel Excepcionalismo e Protestantismo na Política Externa de Bush e Trump para Israel

Excepcionalismo e Protestantismo na Política Externa de Bush e Trump para Israel

A política externa dos Estados Unidos é historicamente moldada pela interação entre o excepcionalismo americano e uma profunda identidade protestante. Esta pesquisa investiga de que maneira esses dois elementos foram mobilizados para direcionar a política externa para Israel durante os mandatos de George W. Bush (2001-2004) e Donald J. Trump (2017-2021). O objetivo central é analisar comparativamente como cada administração reinterpretou e aplicou esses pilares ideológicos, revelando suas continuidades e rupturas. A metodologia emprega uma análise qualitativa e comparativa de estudos de caso, com base em fontes documentais e discursos presidenciais, sob o referencial teórico das tradições de política externa e do conceito de excepcionalismo. Os resultados indicam que a gestão Bush articulou um excepcionalismo missionário e universalista, fundindo o idealismo wilsoniano com a força jacksoniana, no qual sua fé evangélica pessoal fundamentou a “Guerra ao Terror” como uma cruzada moral. Em contraste, a administração Trump reconfigurou o excepcionalismo para um registro particularista e nacionalista, sintetizado no lema “America First”. A análise demonstra que o apoio a Israel em ambos os governos é mais bem compreendido através da interação sinérgica entre a ideologia do Sionismo Cristão e a influência material de grupos de interesse organizados. Conclui-se que, embora ambos tenham mobilizado uma gramática teológico-política, suas aplicações divergiram: Bush a integrou em um projeto de hegemonia moral universalista; Trump a instrumentalizou para um nacionalismo protecionista e transacional.

Introdução

A identidade e a projeção internacional dos Estados Unidos são historicamente sustentadas por dois pilares: o excepcionalismo americano e a influência do protestantismo. O excepcionalismo postula que a nação americana possui um destino singular e uma missão moral, sendo uma força cultural que legitima discursos, instituições e estratégias de política externa. Da metáfora puritana da “cidade sobre a colina” à sua encarnação expansionista no Destino Manifesto, essa ideia define os EUA como uma entidade distinta, supostamente imune às leis históricas que governam outras potências e com vocação para a liderança global. Paralelamente, as correntes do protestantismo, do calvinismo ao evangelicalismo, forneceram a gramática moral e teológica que molda valores e justifica uma política externa missionária. Essa interação, contudo, não é unívoca, variando em intensidade e manifestação entre gestões. Os governos de George W. Bush e Donald J. Trump, embora republicanos apoiados pela Direita Cristã, representam momentos distintos dessa dinâmica, especialmente quanto a um dos eixos mais sensíveis da política externa americana: a relação com Israel e o Oriente Médio.

Este trabalho investiga a seguinte questão: de que maneira o excepcionalismo americano e o fator religioso protestante-evangélico justificaram e direcionaram a política externa dos Estados Unidos para Israel nos mandatos de Bush (2001-2004) e Trump (2017-2021)? O objetivo geral é analisar como esses elementos influenciaram essa política, explorando suas aplicações práticas nas ações voltadas a Israel e ao Oriente Médio. A relevância deste estudo reside na análise comparativa de duas das mais impactantes presidências do século XXI, cujas abordagens sobre a intersecção entre fé, identidade e poder redefiniram o engajamento global dos EUA. Compreender a influência crescente de atores religiosos, notadamente evangélicos e sionistas cristãos, em decisões geopolíticas cruciais, é fundamental para decifrar a política externa americana contemporânea. Para alcançar os objetivos, emprega-se uma abordagem qualitativa, baseada na análise comparativa de estudos de caso, utilizando fontes primárias (discursos, documentos oficiais) e secundárias (literatura acadêmica), com base em um referencial teórico que mobiliza os modelos de Mead (2002) e a crítica teológico-realista de Niebuhr (2008).

Fundamentos Teóricos: Excepcionalismo e Religião na Política Americana

O Excepcionalismo Americano: Missão e Identidade

O excepcionalismo orienta a política externa dos EUA como uma gramática cultural, inspirando discursos, instituições e estratégias. Sua premissa é a posição distinta dos EUA no sistema internacional, definida pela ideologia e teologia de seus documentos fundacionais. Segundo Restad (2015), o conceito assenta-se em três pilares: distinção, missão e resistência às leis históricas. A distinção opõe a identidade americana à europeia, uma diferença moral republicana sintetizada na metáfora da “cidade sobre a colina” de John Winthrop (1630). A missão projeta a expansão de valores por exemplo (exemplarism) ou intervenção (vindicationism), encarnada no Destino Manifesto. Por fim, a resistência às leis históricas alega imunidade aos ciclos de ascensão e queda de poder que regem outras nações, sustentando uma autoconfiança estratégica.

Essa crença funde elementos seculares, baseados no liberalismo e em vantagens geopolíticas, e religiosos, ancorados no providencialismo e no ethos do “povo eleito”. Essa síntese gerou uma estrutura híbrida de legitimação que se manifesta nas quatro tradições de política externa identificadas por Walter Russell Mead (2002): a hamiltoniana (foco nos interesses econômicos), a wilsoniana (missão de difundir a democracia), a jeffersoniana (proteção das liberdades internas e ceticismo com intervenções) e a jacksoniana (nacionalismo assertivo e defesa da honra nacional pela força). A política externa emerge da tensão entre essas tradições, como sintetiza McDougall (1997) na dualidade da América como “Terra Prometida” (foco interno) ou “Estado Cruzado” (missão externa).

A crítica mais incisiva a essa ideologia vem do teólogo Reinhold Niebuhr (2008), que a define como uma forma de húbris — orgulho espiritual e arrogância moral. Para Niebuhr, a história americana é marcada pela ironia: a busca por ideais virtuosos gera resultados paradoxalmente destrutivos. A crença na própria inocência e na imunidade às tentações do poder é, em si, uma falha moral que leva a políticas externas perigosas, como as que seriam vistas na “Guerra ao Terror”.

A Influência do Protestantismo na Identidade Nacional

A gramática moral do excepcionalismo foi fornecida, em grande medida, pelo protestantismo. O calvinismo, com sua ênfase na soberania de Deus, na eleição e na ética do trabalho, foi crucial na formação sociopolítica e cultural dos EUA (Lago, 2013). Seu desdobramento, o puritanismo, institucionalizou simbolicamente esses valores, reforçando a crença em uma “tarefa especial” americana no mundo. Essa herança foi revitalizada por movimentos como os Grandes Despertares, que fortaleceram a presença religiosa na política e deram origem ao evangelicalismo.

O evangelicalismo é um movimento transdenominacional cuja essência é capturada pelo “Quadrilátero de Bebbington” (2005): ênfase na conversão (conversionism), ativismo missionário (activism), autoridade da Bíblia (biblicism) e foco no sacrifício de Cristo (crucicentrism). Politicamente, o evangelicalismo americano se tornou uma força combativa, moldada por um fundamentalismo “militantemente antimodernista” (Marsden, 2022) que instituiu a “guerra cultural” como práxis. Nas últimas décadas, essa força se manifestou através da Direita Cristã, um bloco de conservadores que se tornou base do Partido Republicano, e, mais recentemente, do Nacionalismo Cristão, uma ideologia que funde as identidades americana e cristã (branca e protestante), concebendo os EUA como uma nação com uma missão divina a ser defendida contra ameaças internas e externas (Whitehead; Perry, 2020). Essa fusão entre fé, identidade e poder seria central nas gestões de Bush e Trump.

A Administração George W Bush (2001-2004): O Estado Cruzado

Do Realismo Cauteloso à Missão Divina

Eleito sob controvérsia em 2000, George W. Bush assumiu a presidência com uma proposta de política externa “humilde”, alinhada à tradição jeffersoniana de ceticismo quanto a intervenções custosas. Seu governo inicial era internamente disputado entre realistas, como o Secretário de Estado Colin Powell, e neoconservadores, como o Vice-Presidente Dick Cheney e o Secretário de Defesa Donald Rumsfeld.

Os ataques de 11 de setembro de 2001 funcionaram como um “efeito Pearl Harbor”, redefinindo sua presidência e empoderando a agenda neoconservadora. A tragédia despertou a tradição jacksoniana — um nacionalismo assertivo que defende força militar esmagadora — e concedeu ao Executivo um mandato quase ilimitado para garantir a segurança nacional. Bush fundiu essa energia jacksoniana ao idealismo wilsoniano de disseminar a democracia, utilizando seu “estilo presidencial evangélico” como linguagem unificadora. A fé pessoal do presidente e a influência de sua coalisão, que unia a Direita Cristã aos neoconservadores, transformaram uma guerra retaliatória em uma cruzada moral global pela liberdade. A liberdade, em seu discurso, era articulada como um dom divino: “a liberdade não é o presente da América para o mundo, é o presente do Deus Todo-Poderoso para cada homem e mulher” (Bush, 2004).

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A Doutrina Bush e a Centralidade de Israel

A Doutrina Bush, codificada na Estratégia de Segurança Nacional de 2002, formalizou essa visão, consagrando a guerra preventiva e o unilateralismo. A retórica do presidente revitalizou o excepcionalismo, justificando as ações americanas como parte de uma missão divina para combater o “eixo do mal”. O mundo foi dividido em uma lógica maniqueísta entre aqueles que estavam “conosco ou com os terroristas”.

No Oriente Médio, essa doutrina redefiniu a política para Israel. O conflito israelo-palestino foi reenquadrado pela lente da “Guerra ao Terror”, e a aliança com o Estado judeu foi fortalecida como uma parceria de valores entre duas democracias sitiadas. A administração deslegitimou o líder palestino Yasser Arafat, retratando-o como um impedimento à paz, e exigiu reformas institucionais palestinas como pré-requisito para negociações.

A influência do Sionismo Cristão foi decisiva. De base dispensacionalista, essa doutrina interpreta a fundação de Israel e o controle judaico de Jerusalém como cumprimento de profecias bíblicas, pré-requisitos para a segunda vinda de Cristo. Para seus adeptos, o apoio a Israel tornou-se um imperativo escatológico, fornecendo uma base popular fervorosa para as políticas da administração. A atuação de neoconservadores sionistas (ZionCons) dentro do governo também foi crucial, influenciando a decisão de invadir o Iraque em 2003. A guerra foi concebida para reconfigurar o Oriente Médio em moldes pró-ocidentais, um projeto que ficou conhecido como “wilsonianismo de botas”. No entanto, o fracasso em estabilizar o Iraque e o crescimento do antiamericanismo na região expuseram as contradições do excepcionalismo missionário e a húbris niebuhriana de crer que a força militar poderia redimir o mundo.

A Administração Donald J. Trump (2017-2021): a Terra Prometida

America First e o Nacionalismo Cristão

A eleição de Donald J. Trump em 2016 capitalizou sentimentos de desconfiança e ressentimento acumulados em vastos segmentos da população. Com uma retórica populista agressiva, ele prometeu restaurar a grandeza nacional sob o lema “Make America Great Again”, diagnosticando uma “carnificina americana” que só ele poderia consertar. Embora seu perfil pessoal não se alinhasse aos valores cristãos tradicionais, seu discurso mobilizou eficazmente a base evangélica branca através do Nacionalismo Cristão. Essa ideologia opera menos como uma prática religiosa e mais como um marcador étnico-cultural que funde as identidades americana e cristã (branca e protestante).

Para seus apoiadores, a eleição de Trump foi um fenômeno teológico-político. Ele era visto como um “instrumento providencial”, um “rei Ciro” moderno — uma figura secular usada por Deus para proteger sua nação eleita (Fea, 2018). Essa narrativa contornou as preocupações com seu caráter e validou sua performance como um líder forte, defensor de uma masculinidade militante e patriarcal que ressoava com o arquétipo do “Cristo-guerreiro” cultivado por parte do evangelicalismo (Du Mez, 2022).

Um Excepcionalismo Particularista para Israel

A ideologia do Nacionalismo Cristão reconfigurou o excepcionalismo americano. O universalismo missionário de Bush foi substituído por um particularismo nacionalista e jacksoniano. O “America First” não visava converter o mundo, mas proteger a “fortaleza América” de ameaças externas, privilegiando o unilateralismo, o protecionismo e uma visão transacional das relações internacionais.

No Oriente Médio, essa abordagem se manifestou em ações que satisfaziam sua base doméstica, desconsiderando décadas de consenso bipartidário e internacional. O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a consequente mudança da embaixada americana foram decisões motivadas diretamente pela pressão de sua base sionista cristã. O Secretário de Estado, Mike Pompeo, chegou a sugerir que Trump fora divinamente posicionado, como a Rainha Ester, para proteger o povo judeu.

Essa lógica também moldou outras políticas. A retirada unilateral do acordo nuclear com o Irã (JCPOA), o reconhecimento da soberania israelense sobre as Colinas de Golã e a mudança de posição sobre a legalidade dos assentamentos na Cisjordânia consolidaram a ruptura com o liberal-internacionalismo. A negociação dos Acordos de Abraão, que normalizaram relações entre Israel e nações árabes, combinou o pragmatismo hamiltoniano (laços econômicos) com a força jacksoniana (criação de uma aliança anti-Irã), suprimindo deliberadamente a agenda wilsoniana de direitos humanos e a questão palestina. A religião, sob Trump, não era o fundamento de uma cosmovisão global, mas um poderoso instrumento de mobilização para uma agenda de entrincheiramento identitário.

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President Donald J. Trump in the Oval Office” de The White House está marcado com Marca de domínio público 1.0.

Análise Comparativa: de Estado Cruzado a Terra Prometida

Natureza da Missão: Universalismo Moral vs. Particularismo Nacionalista

A divergência fundamental entre as gestões reside na natureza de sua missão. Bush encarnou um excepcionalismo universalista, um “Estado Cruzado” que via os EUA como um hegemon benevolente com a responsabilidade moral de expandir a liberdade. Seu unilateralismo era justificado por essa missão global. Em contraste, Trump representou um particularismo nacionalista, uma “Terra Prometida” a ser protegida. Ele rejeitou a missão universalista em favor da defesa intransigente dos interesses nacionais. Seu excepcionalismo era excludente e transacional, e seu unilateralismo era um fim em si mesmo: a pura afirmação do poder soberano.

Fator Religioso: Evangelicalismo de Bush vs. Nacionalismo Cristão de Trump

Ambos os presidentes dependeram do voto evangélico, mas a natureza e a instrumentalização desse apoio foram distintas. A fé pessoal de Bush moldou uma política externa moralizada e internacionalista. O evangelicalismo de sua base serviu como legitimação para um projeto de intervenção global. Já sob Trump, o Nacionalismo Cristão funcionou como uma identidade político-cultural para galvanizar sua base. Ele não precisava ser devoto; sua performance de defensor da ‘herança cristã’ era suficiente.

O Sionismo Cristão foi um fator comum, mas sua aplicação divergiu. Para Bush, era um pilar de uma aliança estratégica mais ampla, equilibrado por outras considerações geopolíticas. Para Trump, tornou-se a força motriz de demandas inegociáveis. A sinergia entre o fervor de sua base e a influência material do lobby pró-Israel (Mearsheimer; Walt, 2007) atingiu seu ápice com Trump, que executou políticas que seus predecessores consideraram radicais demais, como a mudança da embaixada. Se Bush integrou a fé como fundamento de um projeto universalista, Trump a usou como marcador de identidade para uma agenda nacionalista.

Legados e Transições

A transição entre os governos do século XXI revela uma dialética. O intervencionismo de Bush gerou um “cansaço imperial” que contribuiu para a abordagem mais contida de Obama. A política de Obama, por sua vez, especialmente o acordo nuclear com o Irã, foi percebida como uma fraqueza por muitos na direita, alimentando a contrarreação populista que elegeu Trump. Este padrão de ação e reação mostra a oscilação da política externa americana entre os impulsos do “Estado Cruzado” e da “Terra Prometida”, uma dinâmica que continua a moldar a política externa dos EUA.

Considerações Finais

Este estudo demonstrou como o excepcionalismo americano e a influência religiosa foram mobilizados de maneiras distintas pelas administrações Bush e Trump para moldar a política externa em relação a Israel. Na gestão Bush, um excepcionalismo missionário, intrinsecamente ligado à sua fé evangélica, serviu como fundamento ideológico para a “Guerra ao Terror” e para a consolidação de Israel como um parceiro democrático estratégico na região. Sob a presidência de Trump, um excepcionalismo nacionalista, impulsionado pelo Nacionalismo Cristão, foi habilmente instrumentalizado não apenas para galvanizar sua base eleitoral, mas também para concretizar demandas teológicas específicas, notadamente a controversa transferência da embaixada americana para Jerusalém.

A análise revela a notável plasticidade da gramática teológico-política americana como ferramenta de legitimação de projetos de poder distintos. Enquanto a presidência de George W. Bush utilizou a fé para justificar uma intervenção global de caráter messiânico, cunhada como “Estado Cruzado”, a administração de Donald Trump demonstrou uma instrumentalização da religião com foco predominantemente doméstico, articulando uma narrativa de “Terra Prometida” para consolidar o poder interno. Essa oscilação entre impulsos universalistas e particularistas sublinha a maleabilidade da interpretação religiosa em serviço de agendas políticas distintas e a centralidade da identidade nacional na definição da atuação dos Estados Unidos no cenário global.

Este estudo, ao focar na comparação sincrônica, abre caminhos para futuras investigações diacrônicas que explorem as transições entre administrações. Uma linha promissora seria analisar a política externa americana do século XXI como uma dialética contínua entre os impulsos do “Estado Cruzado” e da “Terra Prometida”. Esse arcabouço teórico permitiria testar a hipótese de um movimento pendular, segundo o qual uma narrativa causal clara conecta os fracassos de uma administração à ascensão da seguinte. Tal pesquisa poderia detalhar como o intervencionismo de Bush e o subsequente “cansaço imperial”, após uma tentativa de contenção na gestão Obama, geraram a contrarreação populista que elegeu Trump. Investigar essa oscilação ofereceria um modelo explicativo mais dinâmico para os ciclos da política externa dos EUA.

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Bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp | Franca), onde atuou como bolsista técnico e estagiário do Laboratório de Relações Internacionais (LabRI), atual Centro de Pesquisa Política e Social (CPPS). Suas investigações situam-se na interface interdisciplinar entre Teoria das Relações Internacionais, Ciência Política e Ciências da Religião e Análise de Política Externa dos Estados Unidos. Em sua produção monográfica, analisou a instrumentalização da gramática teológico-política protestante e do excepcionalismo americano como vetores estratégicos da política externa para o Oriente Médio e o Estado de Israel nas primeiras administrações de George W. Bush e Donald J. Trump.

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