O desenvolvimento da parceria em ciência, tecnologia e inovação entre Brasil e Coreia do Sul

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Em 2019, o Brasil e a Coreia do Sul completaram 60 anos de relações diplomáticas, e nos últimos anos, tem-se destacado o fortalecimento das transações comerciais e os investimentos coreanos no Brasil, principalmente, em eletrônica, siderurgia, petróleo e na esfera automobilística. Além disso, conforme o site institucional do MRE: 

Há grande potencial de cooperação em setores de alta tecnologia, como semicondutores, tecnologias da informação e das comunicações, biotecnologia, energias renováveis, setor aeroespacial e nanotecnologia (BRASIL,2014).

A cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação (CT&I) entre Brasil e Coreia do Sul é uma iniciativa que tem se mostrado importante e cada vez mais relevante no que se refere ao desenvolvimento de estratégias eficientes para o desenvolvimento nacional. A Coreia tende a se transformar em um parceiro importante para o país na construção de parcerias nesta área.

Breve histórico da Cooperação na área de Ciência, Tecnologia e inovação entre Coreia do Sul e Brasil

Durante este período de relações diplomáticas, os dois países passaram por transformações importantes em suas estruturas econômicas e políticas, as quais viabilizaram a ascensão destes dois países a posições de destaque global em diversas áreas. Embora a cooperação em ciência, tecnologia e inovação fosse tema recorrente nos encontros entre os principais líderes dos países, somente nos últimos vinte anos é que, efetivamente, foram realizadas ações concretas para o desenvolvimento de parcerias e projetos que viabilizassem a cooperação, seja no modelo top-down, interações governamentais/diplomáticas, ou no modelo botton-up, iniciativas de caráter individual oriundas do mundo acadêmico ou empresarial, onde as ações emergem da necessidade de inovação.

Segundo Ziemath e Aguiar (2017), pode-se considerar como marco inicial da cooperação em CT&I entre Brasil e Coreia do Sul a assinatura do Memorando de Entendimento, em 1989, designando a criação de uma Comissão Mista, com o intuito de desenvolver a cooperação econômica, comercial, industrial, técnica, científica e cultural. A partir do memorando, o crescimento de acordos bilaterais específicos é latente, “somente na década de 1990 foram assinados, ao todo, um memorando, um tratado, seis acordos e uma emenda de acordos anteriores (MASIERO; LEE; PIMENTEL, 2009, p.154)”.

Entre os acordos específicos decorrentes das discussões da Comissão Mista e suas subcomissões, quando da visita do chanceler brasileiro Francisco Rezek à Seul, em 1991, foi assinado o Acordo sobre Cooperação nos campos da Ciência e Tecnologia. O acordo abrange temas e ações como o intercâmbio de informações, a organização de eventos conjuntos, intercâmbio de cientistas, peritos e pessoal técnico, o desenvolvimento de projetos de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico e de outras atividades de cooperação, assim entendida entre as partes (BRASIL, 1993).

Neste acordo, foi estabelecida a criação de uma Comissão Mista sobre Ciência e Tecnologia, procurando, desta maneira, viabilizar a implementação do acordo, além da identificação e seleção de áreas prioritárias para a cooperação, a avaliação e coordenação de projetos (BRASIL, 1993). O primeiro encontro ocorreu somente em 2011, ou seja, vinte anos após o seu estabelecimento. Ainda que a Comissão Mista sobre ciência e tecnologia tenha tardado quase duas décadas para o seu primeiro encontro, a área de ciência e tecnologia foi bastante destacada nas visitas presidenciais que se seguiram durante os anos 1990 e 2000, mostrando o interesse em intensificar a cooperação em ciência e tecnologia entre as duas nações.

Como consequência, é possível compreender que a construção da confiança mútua é desenvolvida entre os países, uma vez que a cooperação em CT&I é elemento central do relacionamento entre Brasil e Coreia do Sul (Brasil, 2015). A área de Ciência e Tecnologia é um importante balizador das relações entre os dois países, junto com o significativo aumento dos fluxos de comércio e investimentos (Ziemath e Aguiar, 2017).

A primeira visita de um presidente sul-coreano ao Brasil ocorreu em 1996. O presidente Kim Young-sam e o então presidente Fernando Henrique Cardoso aprovaram na ocasião a criação de um fórum para servir de instrumento promotor de cooperação. Em 1997, foi estabelecida a “Comissão Brasil – Coreia para o Século XXI”, nomeada também de “Grupo dos Sábios”. Segundo Masiero, Lee e Pimentel (2009), foram realizados quatro encontros, dois no ano de 1997, um em 1998 e outro em 1999. Na área de ciência e tecnologia, dentre os temas debatidos nas reuniões, pode-se destacar, “padrões industriais, biotecnologia, tecnologia da informação, pesquisa e desenvolvimento aeronáutico e ainda o intercâmbio entre Pohang Syncroton e o laboratório Nacional de Luz Sycroton (LNLS) (MASIERO, LEE, PIMENTEL, 2009, p.74)”.

Com a eclosão da “Crise Asiática” na metade de 1997, o dinamismo apresentado nos primeiros anos da década foi desacelerado. A Coreia do Sul, neste momento, precisou dedicar-se à reestruturação de sua economia. A partir de então, as relações bilaterais com o Brasil se desaceleraram, devido, principalmente, aos efeitos da crise, e só ganharam novo ímpeto após a sua superação no início dos anos 2000 (MASIERO, LEE, PIMENTEL, 2009). Entretanto, assuntos relacionados ao tema da ciência e tecnologia foram pautas recorrentes em encontros de alto nível político e também nas atividades empresariais entre os dois países (FUJITA, KWON, FINK, 2013, p.190).

Em 2001, em mais um encontro presidencial, desta vez, ocorrido em Seul, o acordo de cooperação para o uso pacífico da energia nuclear foi assinado, evidenciando “importância crescente do debate sobre matriz energética no cenário internacional (MASIERO, LEE, PIMENTEL, 2009, p 76)”. Nesta ocasião, foi acordada ainda a “Parceria Especial para o Século XXI”, refletindo as potencialidades e os interesses na ampliação do relacionamento de cooperação, deixando evidente a importância das relações em biotecnologia, eletrônica, tecnologia da informação, metalurgia e tecnologia limpa.

Em 2004, os então presidentes, Luiz Inácio Lula da Silva e Roh Moo-Hyun, transformaram a “Parceria Especial para o Século XXI” em “Relação abrangente de cooperação para a prosperidade comum no século XXI”. Ainda com a finalidade das reuniões anteriores da Comissão Brasil-Coreia Século XXI, os dois presidentes concordaram em reunir esforços para estabelecer um Centro de Cooperação em Tecnologia da Informação (CCTIC) para viabilizar uma cooperação mais efetiva da área (MASIERO, LEE, PIMENTEL, 2009). O CCTIC foi inaugurado em 2017, em Santa Rita do Sapucaí (MG), tendo como principais atores de cooperação o Instituto Brasileiro de Telecomunicações (INATEL) e a contraparte coreana, Agência Nacional de Sociedade da Informação (NIA). A parceria entre esses dois atores busca realizar o intercâmbio de informações e pesquisas para o desenvolvimento tecnológico, principalmente visando a quinta geração de comunicação móvel (5G) e a internet das coisas (IoT).

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Coreia do Sul foi o primeiro país a lançar a rede 5G | Fonte: Sergio Perez/Reuters

Em 2005, mais uma visita oficial foi realizada pelo presidente Lula à Coreia do Sul, destacando a área da ciência e tecnologia “no espectro mais amplo das relações bilaterais (Ziemath e Aguiar, 2017, p.180)”. Em 2008, em mais uma visita presidencial sul-coreana de Lee Myung-bak ao Brasil, as tecnologias do etanol e da área nuclear foram destacadas.

Em 2015, ocorreu a última visita presidencial até os dias atuais. Nesta ocasião, as presidentes do Brasil e da Coreia do Sul, Dilma Rousseff e Park Geun-hye, assinaram nove atos institucionais de cooperação na busca de inovações tecnológicas ao país. Foi criado o Programa de Cooperação em Tecnologia da Informação Brasil-Coreia, que envolve empresas, universidades e centros de pesquisa em iniciativas conjuntas. As principais áreas  de interesse de cooperação são governança da internet, comunicações móveis em 5G, e aplicação de Big Data. O acordo trata também da aplicação de Machine to Machine (M2M), a chamada internet das coisas, que possibilita a comunicação entre diversos objetos, enviando e recebendo informações e dados.

Na celebração dos 60 anos de relações diplomáticas, em 2019, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a Embaixada da República da Coreia no Brasil e a Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) realizaram o seminário “60 anos das relações Brasil-República da Coreia: educação, inovação e nosso futuro”, ressaltando a importante relação de parceria entre Brasil e Coreia do Sul e o potencial de novas frentes de cooperação.

Análise da cooperação em ciência e tecnologia entre Brasil e Coreia do Sul

Realizado este breve histórico dos principais atos institucionais e encontros de alto nível político entre Brasil e Coreia do Sul, é possível compreender que a área de Ciência e Tecnologia sempre esteve presente nas discussões e teve amparo nas políticas governamentais dos dois países.

Entretanto, a análise, agora, procura relacionar como estes acordos desencadearam ações e parcerias em outros níveis, acadêmicos e privados. Como veremos, o fortalecimento das relações com a Coreia do Sul são importantes ferramentas para o aprimoramento tecnológico para o país. A Coreia do Sul apresenta-se, dessa forma, como uma parceira estratégica ao Brasil na área de C&T, fundamental para que o país dê um salto em seu desenvolvimento científico e tecnológico e eleve a competitividade em diversos setores (Ziemath e Aguirar, 2017).

Conforme explicitado por Ziemath e Aguiar (2017), os esforços estatais em desenvolver o relacionamento em ciência e tecnologia passam para uma nova fase do processo de colaboração, tornando-se mais específico, técnico e abrangendo outros atores além do governo. Os autores ainda evidenciam que a percepção brasileira de que a Coreia do Sul está disposta a compartilhar conhecimento de forma horizontal em áreas nas quais o Brasil ainda não atingiu o mesmo nível de desenvolvimento demonstra o grau de amadurecimento das parcerias. Este relacionamento propicia a criação de um ambiente de networking, incremento do acesso à informações e ao desenvolvimento de condições para a colaboração de pesquisa e novos projetos técnicos e acadêmicos.

Sintomático da mudança é o fato dos primeiros acordos dessa nova fase ter sido assinado entre a Embrapa e a Rural Development Administration (RDA), em 2008, e no ano seguinte terem sido realizadas visitas de perfil menos elevado e de caráter mais técnico, como a do secretário de Política da Informática do MCTI a  importantes centros de pesquisa em Seul, Daejeon, Asan e Incheon; a da Secretaria de Política de Informática (Sepin/MCT) e a inauguração, no final daquele ano, do Labex Korea. A Coreia do Sul também enviou missões de caráter técnico e exploratório a instituições de pesquisa brasileiras, entre as quais o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) e a PUC-RS. Outras missões de lado a lado seguiram-se nos anos seguintes, dando substância a um tipo de parceria diferenciada com a Coreia e lastro à ambição indicada na Parceria Especial do Século XXI (ZIEMATH & AGUIAR; 2017. p.182-183).

Ferramenta importante para o desenvolvimento de projetos entre os países, e que tardou vinte anos para ser efetivada, a primeira reunião da Comissão Mista sobre Ciência e Tecnologia ocorreu em Seul, em 24 de agosto de 2011. A delegação brasileira foi chefiada pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCT, o Dr. Carlos Nobre, e contou com a participação de representantes do Itamaraty, CAPES, CNPQ e CGEE.

Foram identificados como temas prioritários de cooperação: tecnologias da informação e das comunicações TIC, nanociência e nanotecnologia, prevenção de desastres naturais e biotecnologia, com ênfase em biomedicina e saúde (Brasil, 2015); foram assinados Memorando de Entendimento concretizados a partir das missões exploratórias realizadas nos anos anteriores e com o trabalho da Embaixada do Brasil em Seul, de prospecção de parcerias e aproximação entre possíveis colaboradores (Ziemath e Aguiar, 2017).

Em 2014, dois momentos importantes marcaram a cooperação em CT&I. Em São Paulo, foi realizado o primeiro Fórum Brasil – Coreia do Sul de Ciência, Tecnologia e Inovação: novas tendências em pesquisa e desenvolvimento em nanotecnologia, com a presença de representantes de institutos de pesquisa, universidades e empresas sul-coreanas e brasileiras. Em Brasília, ocorreu a segunda reunião da Comissão Mista, onde foi discutida a cooperação, principalmente nas áreas de nanotecnologia, biomédica e ciências da vida; TIC, ciências espaciais, inovação e cooperação acadêmica e educacional.

Ziemath e Aguiar (2017) destacam outro modelo de interseção por meio do modelo 2+2, no qual  institutos  de  pesquisa  ou  universidades e empresas dos países associam-se  em empreitada empresarial e de pesquisa conjuntamente. Sobre este modelo, Fujita (2014) explica que sua essência consiste em reunir uma empresa e uma instituição de pesquisa do lado brasileiro e sua contraparte coreana, reunindo assim, duas empresas e dois institutos de pesquisa em torno de um empreendimento comum.

Um exemplo deste modelo é a joint venture HT Micron, parceria da empresa brasileira Altus com a coreana Hana Micron, instalada nas dependências da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), no sul do Brasil. A universidade, desde 2011, promove anualmente o Fórum Internacional Brasil-Coreia em parcerias com universidades coreanas. Este fórum é mais um instrumento de relacionamento científico e tecnológico entre os países. Em 2019, a empresa realizou um comunicado informando que o primeiro chip para Internet das Coisas (IoT), fora desenvolvido e produzido no Brasil, criado em parceria com o itt Chip – Instituto Tecnológico de Semicondutores da Unisinos (Finep, 2019).

Ainda na área de software, a SOFTEX (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasieliro) reúne produtores brasileiros de software e avalia o estabelecimento de joint ventures entre empresas brasileiras e sul-coreanas. A Softex mantém contato e coopera na área de tecnologias da informação com a National IT Industry Promotion Agency – NIPA, com a Daejeon Technopark – DJTP e com a Korea Regional Software Industry promotion Council – Korsic (BRASIL, 2015).

É importante salientar que a Coreia do Sul foi o primeiro país do leste asiático a receber estudantes brasileiros em suas universidades, por meio do programa Ciência sem Fronteiras, desenvolvendo o ambiente de conexões acadêmicas e fortalecendo o conhecimento nas suas mais variadas esferas. Cerca de 500 estudantes brasileiros passaram a ingressar nas prestigiosas universidades coreanas, e ainda participaram como trainees nas principais empresas de tecnologia sul-coreanas, como Samsung, LG e Hyundai. A estratégia para empresas de pequeno e médio porte seria para o desenvolvimento de conexões, de relações comerciais e de investimento. Conforme explicam Ziemath e Aguiar (2017), nesse sentido, os resultados dessas iniciativas não se restringem apenas ao campo da ciência e tecnologia, mas desempenham papel importante em outras áreas de crescente dinamismo, como a comercial e de investimentos.

Em 2017, a embaixada brasileira em Seul realizou um seminário sobre o estudo no exterior, para estudantes coreanos com interesse em desenvolver suas pesquisas no Brasil. Neste dia, um guia detalhado sobre como se preparar para estudar no Brasil em coreano foi lançado e entregue aos participantes da edição. Segundo Kim Yong-jae, secretária executiva da Korea Brazil Society (Kobras), organização privada criada em 2010 para estimular os intercâmbios culturais e negócios entre os dois países, cerca de 30 a 40 estudantes coreanos são encaminhados para estudos no Brasil todos os anos.

Consequência da internacionalização do conhecimento e do fomento à diáspora brasileira, é possível analisar a produção de conhecimento conjunta entre os dois países. O estudo realizado por Fujita, Kwon e Fink (2013) destaca aumento expressivo da produção científica entre os dois países a partir da segunda metade dos anos 2000. O estudo aborda o avanço da publicação de artigos e trabalhos acadêmicos realizados em coautorias científicas entre pesquisadores sul-coreanos e brasileiros. Se em 1991 era registrado um  artigo em coautoria entre os dois países, em 2008 esse número superou 50 artigos, número que não parou de crescer e hoje supera 70 artigos em coautoria por ano. Se considerarmos a produção de artigos com mais parceiros, incluindo Brasil e Coreia do Sul, esse número supera 300 publicações.

Refletindo os interesses da alta política, discussões sobre parcerias e projetos envolvendo empresas, universidades e centros de pesquisas tornaram-se mais comuns, e a construção de iniciativas conjuntas é incentivada, oportunizando novos negócios e o desenvolvimento de alta tecnologia bem como o intercâmbio de especialistas.

Considerações finais

Desde o início da relação diplomática, as temáticas da ciência e tecnologia foram importantes instrumentos de construção do relacionamento e consequente avanços em acordos de comércio e investimento. Com o desenvolvimento tecnológico apresentado pela Coreia do Sul ao final dos anos 1970 até os dias de hoje, ela tem se tornado um parceiro importante para o desenvolvimento de conhecimento e tecnologia para o Brasil.

O que em um primeiro momento poderia inspirar barreiras, uma vez que Brasil e Coreia do Sul apresentam distintas características geográficas, financeiras e de desenvolvimento, ainda sem mencionar os aspectos de organização social e a língua falada, são  justamente suas “diferenças” que acabam por apresentar uma relação de complementaridade, seja pelos seus aspectos geográficos, acesso aos recursos naturais, tamanho de mercado, e claro, acesso à alta tecnologia, tornando-se parceiros estratégico em uma gama de setores além da tecnologia.

Os dois governos demonstram o interesse em desenvolver a aproximação por meio destas ferramentas, com a intenção de desenvolver o aprimoramento tecnológico para ambos os países, assim, a diplomacia da ciência e a diplomacia da inovação entre estes dois países deve ser cada vez mais articulada e pesquisada.

A construção de redes de circulação de cientistas e pesquisadores é fundamental para que o alcance do conhecimento seja maior, e é a habilidade que o Brasil busca realizar por meio do programa ciência sem fronteiras, mas que também pode ser observado a partir de projetos específicos, como no caso do Navio Inteligente, que oportunizou o desenvolvimento de mestrado ao aluno brasileiro. O governo coreano também oferece anualmente cerca de 10 bolsas para alunos brasileiros realizarem pós-graduação nas suas instituições, desenvolvendo assim, mais laços entre os países.

O fomento à discussão sobre o tema é imprescindível para que as aspirações de desenvolvimento em tecnologia entre os países sejam alcançadas. A conjunção entre o fazer política internacional e o desenvolvimento de projetos científicos abrirá muitas fronteiras  para a ajuda acerca de problemas globais e na construção de tecnologias capazes de benefícios que extrapolam os limites entre os dois países.

Referências bibliográficas:

AGUIAR, A. G. H. D; ZIEMATH, G. G. D. S. Relações Brasil-Coreia. Os desafios e oportunidades na relação Brasil-Ásia na perspectiva de jovens diplomatas, Brasília, v. 1, n. 1, p. 173-200, jan./2017.

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BRASIL. Decreto no 743, de 5 de fevereiro de 1993. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/d0743.htm.

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BRASIL. República da Coreia. Disponível em: http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/ficha-pais/5051-republica-da-coreia.

FINK, Daniel; FUJITA, Edmundo; KWON, Youngsun. Análise Comparativa das trajetórias de produção de conhecimento entre Brasil e Coreia do Sul: tendências e oportunidades. Mundo Afora, Brasília, v. 10, n. 1, p. 174-203, out./2013. Disponível em: https://ses.sp.bvs.br/wp-content/uploads/2016/07/Mundo_Afora_10_incentivo-%C3%A0-ino va%C3%A7%C3%A3o.pdf.

LEE, Priscila Helena; MASIERO, Gilmar; PIMENTEL, J. E. A. Relações Brasil-Coreia do Sul: Evolução Política e Diplomática, Comercial e de Cooperação em Ciência e Tecnologia. 50 years of friendship between Brazil and Korea : past, present and future, Seul, v. 6, n. 2, p. 65-113, jan./2009.

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Sobre o Autor

Bacharel em Relações Internacionais. MBA em Finanças e Controladoria. Pesquisadora associada do Instituto Sul Americano de Política e Estratégia (ISAPE). Colaboradora da Oficina de Estudos sobre China e Leste Asiático (OfChiLa).

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