Jogo Cenário Internacional

A Revista Relações Exteriores, com o intuito de auxiliar na ampliação do conhecimento acerca dos países e de suas características econômicas, políticas e sociais, criou o jogo Cenário Internacional, que pode ser jogado por crianças, adolescentes e adultos. Em um mundo globalizado como o nosso, é importante que saibamos sobre as economias mundiais e sobre as políticas dos Estados. Através desse jogo será possível aprender como as nações lidam com a imprensa, movimentam suas economias, investem em desenvolvimento, cuidam da sua população, lidam com a desigualdade social, entre outros.

O jogo Cenário Internacional, com a sua fácil e divertida jogabilidade, estimulará a sua curiosidade e a sua vontade de aprender. Feita para toda a família, é uma ótima opção para passar o tempo e estudar mais sobre os países.

Orientações: imprima em preto e branco, depois recorte as cartas. Para aumentar a durabilidade do seu jogo, é recomendável plastificar as cartas.

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Realizadores:

  • Guilherme Bueno (Editor)
  • Giovanna Oliveira (Assistente de comunicação)
  • Camila Benzaquen (Assistente de editorial)

Download das cartas aqui.
Download das regras aqui.

REGRAS DO JOGO

Participantes: 2 a 6 jogadores

Objetivo: Ganhar todas as cartas ou definir rodadas mínimas

Modo de jogar:

Embaralhe e divida as 48 cartas de modo igual para todos os participantes. Cada jogador terá o seu monte e poderá ver somente a primeira carta. O jogo se inicia com o jogador a esquerda de quem distribuiu as cartas.

O primeiro jogador olha a sua carta e escolhe um dos índices que está na carta para ser comparado e anuncia a todos, os demais jogadores falam os valores correspondentes a esse índice da carta deles e quem tiver o maior valor recebe as cartas que estavam em jogo dos outros jogadores e coloca no final do seu monte.

Depois, todos pegam uma nova carta e o jogador que ganhou a rodada é quem inicia a próxima rodada escolhendo o índice.

Vence o jogador que conseguir todas as cartas do baralho.

Exemplo: O jogador 1 está com a carta da China, ele escolhe o índice “população” para ser comparado, os demais jogadores falam os seus valores, porém a China tem a maior população do mundo, desse modo, a China vence em população dos demais países. Assim, as cartas dos outros jogadores vão para o jogador 1 e uma nova rodada se inicia.

Observação:

Em caso de empate (dois ou mais países com o mesmo índice), o jogador que escolheu a primeira característica escolhe outra e, somente os jogadores empatados, comparam os valores dessa nova característica para desempatar.

TABELA DE ÍNDICES:

Índice Resultado
IDH Vence quem tiver o índice maior
Gini Vence quem tiver o índice menor
PIB per capita Vence quem tiver o índice maior
População Vence quem tiver o índice maior
Pesquisa e Desenvolvimento Vence quem tiver o índice maior
PIB Vence quem tiver o índice maior
Índice de corrupção Vence quem tiver o índice maior
Liberdade de Imprensa Vence quem tiver o índice menor

Indicadores Socioeconômicos

IDH

O Índice de Desenvolvimento Humano é um dado usado para classificar um país de acordo com o grau de “desenvolvimento humano” que ele possui. Nesse índice são avaliados três fatores: renda, educação e saúde.

  1. Renda → avaliação da renda per capita, quanto que cada pessoa produz em média. Para fazer essa conta, “você deve dividir todo a renda nacional pelo pelo número de habitantes de um país (Politize; 2017)”.
  2. Educação → avaliação do nível de conhecimento da população. São analisadas neste tópico as taxas de alfabetização, de escolarização, a média de anos estudados por um adulto, a partir dos 25 anos, e a expectativa de anos escolares para cada criança. “Esse resultado mostra como as políticas públicas de cada país atuam na educação a fim de promover o acesso à escola e a diminuição da evasão escolar”
  3. Saúde → avaliação da qualidade de vida das pessoas. “Leva em conta todas as mortes precoces que ocorrem no país para chegar a uma expectativa de quantos anos viverá um recém-nascido. Ou seja, tem relação com fatores como as condições de saúde, a taxa de mortalidade infantil e a violência nacionais (Politize; 2017).

Para calcular o IDH de um país é feita uma média entre o resultado dos tópicos acima. O resultado varia de 0 a 1. Quanto mais alto o índice, mais desenvolvido é o país.

GINI

É uma medida usada para calcular o nível de desigualdade de renda existente em um país. A desigualdade econômica consiste na distribuição desigual da renda em uma região ou país. Algumas das causas desse contraste são: fatores históricos, como heranças coloniais; sociais, como a desigualdade de gênero e a discriminação racial; localização geográfica; acesso à educação; e a ausência de investimento em políticas sociais. O objetivo deste medidor é mostrar se há muita ou pouca diferença na distribuição de renda; através dessa comparação ele mostra quão desigual é uma sociedade.  Na prática, ele compara os 20% mais ricos com os 20% mais pobres. A nota do coeficiente varia entre 0 e 1; quanto mais próximo do zero, maior é a igualdade, e quanto mais próximo do número um, maior é a desigualdade.

Atualmente essa lista é uma das principais indicadoras de desigualdade social e é utilizada para comparar o nível de desigualdade nos países. Esse índice é calculado por instituições, como o Banco mundial, e seus dados são liberados no Relatório do Desenvolvimento Humano (RDH), que é feito todo ano pela ONU.

PIB

É um indicador econômico que tem como objetivo calcular a atividade econômica de uma região. O Produto Interno Bruto (PIB) indica todos os produtos – nesse caso só são considerados os bens de consumo – e serviços produzidos por um país, estado ou cidade. Um equívoco que existe em relação ao PIB é considerar que ele é o acúmulo de de toda a riqueza no país. Na verdade, ele é um indicador de movimentação de novos produtos e serviços produzidos e executados em um determinando período.

A partir do cálculo do PIB é possível analisar o seu andamento em um país ao longo do tempo, comparar o tamanho da economia de diversos países e analisar o PIB per capita, que é a divisão do produto interno bruto pelo número de pessoas de uma região.

Contudo esse indicador não expressa fatores importantes, como a distribuição de renda, qualidade de vida e educação. Dessa maneira, um país pode ter um PIB baixo e ter um padrão de vida alto, ou pode ter um PIB alto e um padrão de vida baixo.

População

Número total de pessoas que moram em um determinado lugar. Ex: população de um país, de uma cidade. Para analisar o número de uma população, é necessário considerar certos dados, como o crescimento vegetativo, que é o número de pessoas que nascem menos o número de pessoas que morrem, e o saldo migratório, a quantidade de pessoas que entram no país menos a quantidade de pessoas que saem do país.

O melhor método de analisar dados de uma população é através da construção de um gráfico em forma de pirâmide etária, pois esse esquema possibilita analisar o desenvolvimento econômico e a distribuição populacional, com a comparação entre o número de jovens e idosos. No que concerne à população, há também a População Economicamente Ativa (PEA), que é aquele conjunto de pessoas que estão aptas para trabalhar.

P&D (Pesquisa e Desenvolvimento)

Investir em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) é um dos melhores mecanismos para alcançar a inovação e o desenvolvimento econômico. Com a produção de novos produtos e processos é possível potencializar a capacidade tecnológica, aumentar a produtividade e aumentar a economia de um país. Por conta disso, muitos países aumentaram o investimento nesse setor. Contudo para que seja possível render com o investimento, é necessário que o país tenha uma infraestrutura boa para poder utilizar os recursos investidos para criar novos produtos e inovações.

Para calcular quanto que um país investe em P&D, o Fórum Econômico Mundial usa dados do Instituto de Estatísticas da Unesco e converte a moeda local para o dólar por meio do conceito de paridade de poder de compra. “Isso permite a conversão à divisa internacional levando em consideração as múltiplas realidades de poder aquisitivo de cada região ou país OGIMP; 2019)”. Além disso, o índice de P&D é calculado em relação ao PIB, e em porcentagem.

Corrupção

A corrupção é um crime onde a pessoa utiliza a sua autoridade para obter benefícios próprios, principalmente através do dinheiro público.

Essa prática é observada principalmente em países de Terceiro Mundo e países não democráticos. Pois, quanto maior a transparência do governo, menor é a chance de haver casos de corrupção. Mas, infelizmente, nenhum país está isento da corrupção.

A corrupção acontece, principalmente, no setor público, o que afeta diretamente os recursos destinados à educação, saúde, segurança e outras áreas necessárias para um bom desenvolvimento do país; atingindo as camadas mais pobres da população que dependem desses serviços. Desse modo, a corrupção é um problema estrutural que intensifica a desigualdade social, a pobreza e a crise ambiental.

Por esse motivo, uma Organização não-governamental chamada Transparência Internacional criou um índice com o objetivo de medir a corrupção nos países, chamado Índice de Percepção da Corrupção (IPC).

A escala do índice vai de 0 a 100, sendo que 0 são países altamente corruptos e 100 são países que não tem corrupção. Desse modo, o IPC apresenta um ranking com todos os países analisados e suas respectivas notas, podendo classificar os países mais corruptos e os menos corruptos.

Para medir essa corrupção e definir o grau, eles utilizam critérios para avaliar o país através de pesquisas, dados de pelo menos três fontes confiáveis, entrevista com especialistas e empresários, padronização das fontes, cálculo da média e entre outros critérios que auxiliam na obtenção desse grau.

Vale ressaltar que o índice não consegue medir com certeza a corrupção em todos os países, pois muitas vezes os casos de corrupção não vieram a tona ou não há informações suficientes para medir o grau.

É importante iniciativas como essa de tornar transparente e claras essa informações para combater a corrupção e garantir a população mais impactada com essas ações, melhores condições de vida.

Liberdade de imprensa

É a base de toda democracia, pois possibilita que os indivíduos possam ter acesso às informações, o que é um direito básico, sobre a vida pública através da consulta das mídias. É reconhecida a sua importância para a construção de uma sociedade livre e justa.  Contudo ela precisa ter alguns limites, respeitando as fronteiras internas e externas estabelecidas na Constituição de 1988.

A imprensa possui três deveres fundamentais: “o dever de cuidado, o dever de pertinência pública e o dever de veracidade (Aurum; 2020)”. Dessa maneira, jornalistas e profissionais da área da informação devem informar os acontecimento a sociedade, de modo objetivo, sem manipular a verdade ou mudar o seu sentido original; senão não será informação, mas desinformação e fake news.

O Índice de Liberdade de Imprensa é uma classificação feita anualmente. Essa lista é feita e publicada pela organização Repórteres Sem Fronteiras, que coletam dados sobre a liberdade de imprensa através de um questionário, que é enviado para suas organizações parceiras, para correspondentes, pesquisadores, juristas e ativistas dos direitos humanos. Esse questionário analisa se os jornalistas e meios de comunicação sofrem ataques diretos ou se eles são pressionados.[/ihc-hide-content]