As civilizações de Samuel Huntington – um exercício de ajustes e quantificação

Civilização Japonesa | Arte: Peakpx

Em 1993, Samuel Huntington escreveu seu histórico artigo chamado “The Clash of Civilizations?”, onde propõe que a história do mundo não acabou, como Francis Fukuyama havia proposto em 1989, em seu artigo “The End of History?”. Fukuyama acreditava que a história conflituosa do mundo poderia estar acabando porque ao final da Guerra Fria, a sociedade ocidental democrática-liberal saía como vencedora e seus ideais poderiam se propagar para todo o mundo (Fukuyama 1989). Huntington, em contrapartida, argumentou que os conflitos mundiais permaneceriam ocorrendo, ao largo “das falhas existentes entre civilizações” (Huntington 1993, p. 3). Muitos analistas pontuam que este modelo explicou de forma categórica os atentados terroristas de setembro de 2001 nos Estados Unidos e suas eventuais consequências como as guerras contra o terror.  Huntington propôs a existência de oito civilizações: Ocidental, Islâmica, Latino-Americana, Sino-Confuciana, Hindu, Eslavo-Ortodoxa, Japonesa e Africana (Huntington 1993).

Como poderíamos quantificar, e em certa medida, qualificar estas civilizações hoje, a partir de dados populacionais, religiosos e linguísticos? Entendo que seja um trabalho extremamente extenso e subjetivo. Huntington já o fez, em seu livro posterior de 1996,“The Clash of Civilizations and the Remaking of the World Order”, mas somente o desenhou em um mapa. Autores acadêmicos, como Jonathan Fox, são críticos a esta divisão proposta por Huntington, caracterizando-a como “uma análise difícil de ser operacionalizada” (Fox 2002, p. 415). Entretanto, a partir da existência atual dos mais diversos tipos de dados, talvez seja possível atualizar o trabalho de Huntington e exercitar algum racional. 

O objetivo deste artigo é propor um exercício de categorização de países do globo à estas oito civilizações, além da proposta de adição de duas civilizações. A partir dos resultados desta categorização, uma gama de possibilidades de análises poderia se abrir. Aspectos como produto econômico, liberdade política, turismo, saúde (por exemplo como cada civilização reage a uma pandemia, como a do Coronavírus) poderiam ser comparados e analisados.

Inicialmente, comento sobre minha proposta de adição de duas civilizações. Entendo que existem dois grupos de países que não encontram-se representados pelas oito civilizações de Huntington. Os países majoritariamente budistas do Sudeste Asiático são um dele. E outro grupo, que tem a característica de países mais isolados em ilhas ou grandes arquipélagos, sobretudo no Caribe e no Pacífico Sul. Huntington, na realidade, em seu livro de 1996, especula sobre a existência de uma civilização budista, ao afirmar que “a religião é uma característica central que define as civilizações” (Huntington 1996, p. 42), e que o budismo é uma das cinco maiores religiões do mundo. Em relação aos “países das ilhas”, Huntington não os menciona como uma possível civilização, apesar de enxergar uma pequena civilização, a “caribenha anglófona” (Huntington 1996, p. 43). Portanto, para fins do exercício proposto aqui, caracterizo-os como uma hipotética décima civilização – “insular”.

Exercício de categorização através de variáveis étnicas, religiosas e linguísticas, entre outras

A partir de dados demográficos de 172 países, obtidos majoritariamente através do The World Almanac-Book of Facts 2019, que compila informações de mais variadas fontes como Nações Unidas, CIA, Banco Mundial, entre outras (World Almanac and Book of Facts 2019, p. 745), proponho a categorização das civilizações. Existem casos claros onde mais de uma civilização caracteriza um país. Desta forma, para alguns casos proponho a atribuição de até duas civilizações para um país. Para efeitos de simplificação, nestes casos, atribui-se um percentual de 50% de civilização A e 50% de civilização B para os países. As civilizações e respectivos racionais encontram-se a seguir.

Civilização ocidental: refere-se primeiramente aos Estados Unidos, Canadá, Europa Ocidental, Austrália e Nova Zelândia. Aqui, como bem coloca Huntington, os fatores religião, etnia e localização geográfica (Huntington 1996, p. 47) são comparativamente menos determinantes para determinar à esta civilização o seu “nome fantasia” de Ocidente, tão difundido na literatura e entendimento globais.  Engloba ainda os países da Europa Oriental que não possuem a religião ortodoxa ou etnia russa em proporções relevantes. A adição de Israel parece razoável para este grupo. A Coréia do Sul é considerada como 50% Ocidental. Huntington comenta que houve na Coreia do Sul, “uma importante mudança em direção ao Cristianismo” (Huntington 1996, p. 65).  E autores como Ivo H. Daalder e James M. Lindsay incluem a Coreia do Sul em sua lista de G-9, países que junto aos EUA representam “o maior poder econômico do mundo” e “defendem uma ordem mundial liberal” (Daalder e Lindsay 2018, p. 73). Este G-9 inclui, além da Coreia do Sul, sete países “ocidentais” citados acima e o Japão, mas este último país já possui sua própria civilização, de acordo com Huntington. Outros casos considerados como 50% foram quatro países da União Europeia, Bulgária, Chipre, Grécia e Romênia, que possuem religião predominante ortodoxa.

Civilização sino-confuciana: refere-se a China e a países de sua zona de influência mais direta historicamente: Vietnã, Taiwan e Coréia do Norte (que foram classificados como 100% confucianos) e Coréia do Sul, Laos, Cambodia, Cingapura, Malásia e Mongólia (que foram classificados como 50% confucianos). É importante mencionar que os classificados como 100% confucianos, possuem percentuais consideráveis de pessoas que não seguem religiões – China tem 52% de não-afiliados, além de 22% de ateus oficiais ou religiões folclóricas; Vietnã tem 82% de pessoas sem religião. O confucionismo tradicional, de acordo com Ming Huei-Lee, baseia-se em ideais de “sabedoria interna e vida exterior social e ética” (Lee 2017, p. 1), “não possui seu sistema ou organização e depende de sistemas políticos e sociais existentes, uma situação diferente das religiões ocidentais, sobretudo o Cristianismo” (Lee 2017, p. 2). Portanto, Lee complementa que “o confucionismo não tem igrejas, assim, pode ser observado que o confucionismo moderno pôde apenas se anexar a universidades e a algumas comunidades” (2017, p. 2). Quando observamos os altos percentuais de adeptos ao budismo em dois países muito populosos do Sudeste Asiático, 95% na Tailândia e 88% em Myanmar, pode-se considerar que a civilização confuciana se diferencia bastante de outra budista, ao menos neste aspecto. Os casos de Cingapura, Malásia e Mongólia merecem algumas explicações. O primeiro, é um país que tem 33% de budistas mas ao mesmo tempo possui 74% de sua população de etnia chinesa. O segundo, é um país que foi considerado como 50% confuciano e 50% islâmico (61% de muçulmanos), e que apesar de possuir 20% de budistas, possui 21% de habitantes de etnia chinesa e de acordo com Lee, “os valores confucianos tornaram-se parte essencial das culturas de Malásia e Cingapura”(Lee 2017, p. 1). O terceiro, é um país que além de possuir 39% de sua população não afiliada a religiões, e que de acordo com uma crítica de Andrew J. Nathan a um livro de Alicia Campi, tem visto sua economia “incrementalmente dependente de investimentos e compras de seus recursos minerais por parte da China” (Nathan 2019, p. 219).

Civilização islâmica: refere-se primordialmente ao Oriente Médio, ao Norte da África, e a partes importantes da Ásia. Estende-se também a diversos países da África sub-saariana, e inclui ainda a Albânia (de acordo com Huntington, apesar de ter sofrido também influência ocidental e eslavo-ortodoxa). Os critérios considerados para países 100% islâmicos foram: (i) possuir o Islã como religião de pelo menos 80% da população e (ii) não possuir etnias relevantes que mais claramente referem-se a outras civilizações. Os países 100% islâmicos seriam: Irã, Iraque, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Síria, territórios da Palestina e Jordânia no Oriente Médio; Egito, Argélia, Marrocos e Tunísia na África e Paquistão, Bangladesh, Afeganistão, Uzbequistão, Azerbaijão e Indonésia na Ásia. De acordo com Huntington, “muitas culturas ou sub-civilizações distintas existem dentro do Islã, incluindo a Árabe, Turca, Persa e a Malaia” (Huntington 1996, p. 45). O caso da Indonésia é um caso que pode gerar debate. O país tem 87% de seguidores do Islã, mas possui uma origem étnica bastante diversa composta por javaneses e sundaneses (56%). Huntington classificou a Indonésia como um país da civilização islâmica em 1996. Segundo ele, nas décadas anteriores ao seu livro, um movimento mais fundamentalista foi apoiado de forma crucial por grupos tradicionais de classe média do país: “mercadores, comerciantes, proprietários de pequenos negócios e bazaaris” (Huntington 1996, p. 113). Adicionalmente, Huntington comenta que no início da década de 1990, o presidente Suharto “explicitamente adotou uma política de tornar-se mais muçulmano” (Huntington 1996, p. 115).  Os critérios utilizados para definir países que são 50% islâmicos foram diversos. Primeiro, países com maioria religiosa islâmica mas com etnias dominantes diferentes às árabe e persa. Exemplos: Casaquistão (70% de muçulmanos mas 63% de casaques e 24% de russos), Quirjiquistão (75% de muçulmanos mas 73% de quijiques),  Malásia (61% de muçulmanos mas 62% de bumiputeras, que incluem malaios e indígenas), Mali (95% de muçulmanos mas 49% de etnias africanas), Sudão (maioria de muçulmanos mas 30% de etnias africanas), Somália (Islã como religião oficial mas 85% de etnia somali). Segundo, existem casos mais “complexos” onde o fator linguístico foi o determinante para não se categorizar países majoritariamente muçulmanos como 100% islâmicos: Niger, Senegal e Guiné possuem respectivamente 80%, 96% e 85% de muçulmanos porém possuem etnias mescladas e ortografias de idiomas predominantes não arábicas. Terceiro, o caso da Turquia, país que possui 99% de muçulmanos, porém possui uma história mais marcada pelo secularismo e por um certo alinhamento com países ocidentais. Quarto, o caso do Líbano, é bastante peculiar, um país com 54% de muçulmanos, porém com 41% de cristãos e também uma história de influência europeia (francesa) mais representativa. Por fim, é válido mencionar uma sub-civilização, a curda, que não se encontra formalmente reconhecida em um país. Segundo Henri J. Barkey, “cerca de 30 milhões de curdos vivem atualmente no Grande Curdistão, uma região contígua que se estende através do sudeste da Turquia, noroeste do Irã, norte do Iraque e nordeste da Síria” (Barkey 2019, p. 108).

Civilização hindu: refere-se à Índia e Nepal (casos 100%). A Índia com seu 1,3 bilhão de habitantes, sustenta-se em um único país, apesar de autores como Ruchir Sharma afirmarem que “muitos indianos se vêem como Bengalis, Gujaratis ou Tamils primeiramente e depois como indianos” (Sharma 2019, p. 105) ou que “em muitas formas, a Índia é menos um país do que um mosaico de estados divididos em centenas de línguas e milhares de castas e sub-castas, muitas delas ferozmente leais aos seus partidos e líderes regionais” (Sharma 2019, p. 197). Em 1996, Huntington desenhou um mapa global com suas civilizações e considerou a Índia como metade hindu e metade islâmica (Huntington 1996, pp. 26-27). Dado que o percentual de seguidores do hinduísmo na Índia é bem majoritário, 80%, considero o país como 100% hindu. O Nepal tem 81% de habitantes de etnia hindu. O Butão é um dos países mais isolados do mundo e possui 75% de budistas lamaístas (indo-tibetanos) e possui influência da Índia nas suas relações exteriores desde a saída da Inglaterra em 1949 – assim, considera-se 50% hindu e 50% budista. Proponho ainda um caso de 50% que seria as Ilhas Maurício, que possuem etnia e religião dominantemente hindus mas encaixariam-se também na categoria de civilização insular.

Civilização latino-americana: refere-se a 12 países da América do Sul (incluindo Suriname e Guiana), 6 países continentais da América Central (Belize não faz parte do estudo) e México, como casos 100%. Cuba e República Dominicana são considerados como 50% latino-americano e 50% insular. Porto Rico, ilha que é administrada em condições especiais de não-incorporação pelos EUA, foi considerada como 50% latino-americana e 50% ocidental. O Haiti é considerado 100% insular, mais detalhes na respectiva definição abaixo.

Civilização eslavo-ortodoxa: refere-se a Rússia e mais 9 países para a categorização de 100%. O momento mais recente da Rússia, conforme afirma Susan B. Glasser quando analisa seu líder Vladimir Putin, é um em que este utiliza o mote criado pelo imperador Pedro, o Grande, de “Ortodoxia, Autocracia e Nacionalidade” (Glasser 2019, p. 12), ao invés do “pensamento soviético de solidariedade aos trabalhadores internacionais” (2019, p. 12). De acordo com Nicolle Ferreira Roesner, citando Segrillo, “a primeira grande influência no Estado Rus’ kievano foi a Igreja Católica Ortodoxa, originária do Império Romano do Oriente, também conhecido como Império Bizantino, e que dura até os dias atuais” (Roesner 2019). Esta postura menos ideológica e mais religiosa pode ser uma volta às raízes desta civilização. Dos outros 9 países, 7 possuem a religião ortodoxa dominante (Ucrânia, Georgia, Bielorússia, Moldávia, Montenegro, Macedônia e Sérvia) e a Bósnia-Herzegovina possui maioria étnica bósnia, que é eslava. O último caso é o da Armênia, que não possui características mais próximas a qualquer civilização, porém, pelo fato de ter sido uma república soviética durante décadas, foi categorizada como eslavo-ortodoxa. Os casos de 50% foram seis: Casaquistão, Quirjistão, Bulgária, Chipre, Grécia e Romênia.

Civilização japonesa: refere-se ao Japão, país que possui 98.5% de seus habitantes de etnia japonesa. Segundo Greg Cashman, é um dos casos de “população extremamente homogênea” e onde existe “uma mínima distinção entre nação e estado” (Cashman 2014, p. 222). Esta é a única civilização de Huntington que é representada apenas por um país. Portanto, a análise de qualquer dado revelará o país. Andrew J. Nathan, revisando um trabalho de Brad Glosserman chamado Peak Japan: The End of Great Ambitions, comenta sobre a diminuição da importância global deste país ocorrida nas últimas décadas. Nathan menciona a “inabilidade do Japão em adotar reformas muito necessárias durante quatro choques políticos e econômicos: a crise global financeira de 2008, a derrota eleitoral do longevo e dominante Partido Liberal Democrata para seu rival Partido Democrático do Japão em 2009, a crise de 2010 com a China sobre as ilhas Diaoyu/Senkaku e o triplo desastre de 2011 de um terremoto, um tsunami, e um acidente de uma planta nuclear de energia” (Nathan 2019, p. 187). O país sofre ainda um problema demográfico de envelhecimento e decrescimento de sua população. Nicolas Ebertstadt analisa esta questão e comenta que parte da culpa do problema está na política muito fechada de imigração japonesa e traz um dado estatístico de que, em 2019, “demógrafos japoneses projetavam que uma mulher nascida no Japão em 1990 tinha cerca de 40% de chance de não ter filhos próprios e 50% de chance de nunca ter netos” (Eberstadt 2019, p. 155).

Civilização africana: Huntington em seu artigo de 1993 coloca um comentário específico de que “possivelmente” esta seja uma civilização. De fato, o continente africano é o que possui mais países no mundo, e o senso comum às vezes pressupõe que todos os países abaixo do deserto do Saara encaixariam-se numa civilização africana. Não é bem assim. O contingente muçulmano sub-saariano é bem relevante. Existem 9 países (Somália, Djibouti, Comores, Gâmbia, Guiné, Niger, Senegal, Sudão e Mali) que possuem ao menos 80% de muçulmanos, e foram classificados como 50% islâmicos e 50% africanos, porque possuem etnias originais africanas. Um país mais isolado geograficamente, Seicheles, foi considerado 50% africano e 50% insular. E 36 países foram considerados como 100% africanos, incluindo a Etiópia, país que segundo Huntington é um caso à parte por ser “culturalmente isolado por sua língua predominante, amárica, escrita com caracteres próprios, sua religião cóptica-ortodoxa e sua história imperial” (Huntington 1996, p. 136), entretanto classificado por ele como africano em 1996.

Civilização budista: Huntington vê a existência de uma civilização therevada budista em países como Tailândia, Myanmar e Sri Lanka e vê a Mongólia e o Butão como adeptos de outra variante budista – lamaísta (Huntington 1996, p. 48), mas ao final não cria uma “nona” civilização. Estes três primeiros casos são considerados como 100% budistas neste exercício porque possuem altos percentuais de budistas- 95%, 88% e 70%, respectivamente. Mongólia e Singapura são casos considerados como 50% budista e 50% confuciano. O Butão é considerado 50% budista e 50% hindu.

Civilização insular: tal categorização não existe nas duas referências principais de Huntington. Entretanto, “sobram” alguns países que não se encaixam muito bem com as civilizações anteriores. E observo que todos estes países têm uma característica comum de estarem em ilhas. Os casos 100% seriam onze. Maldivas, Barbados, Jamaica e Fiji são países que dependem muito do turismo. Vanuatu, Papua Nova Guiné e Ilhas Salomão são países que dependem muito da pesca. Filipinas, Timor Leste, Trinidad e Tobago e Haiti são ilhas que possuem características próprias que são bem diferentes das suas “vizinhanças” mais próximas. Filipinas, que possui mais de 7.100 ilhas e Timor Leste, são países majoritariamente católicos (83% e 98%, respectivamente) no Pacífico Sul e que possuem etnias de origem indígena. Trinidad e Tobago, que encontra-se muito próximo à América do Sul, apesar de pequeno possui sete línguas faladas além do inglês (oficial) e possui uma diversidade peculiar ao possuir 77% da população de etnias indiana ou africana, além de uma divisão religiosa entre protestantes, católicos, hindus e muçulmanos. O Haiti, é visto por Huntington como um outro caso à parte, onde “apesar de sua elite tradicionalmente ter desenvolvido laços culturais com a França, a linguagem creole, a religião voodoo, sua origem de escravos revolucionários e história brutal combinam-se em fazer um país único” (Huntington 1996, p. 136).  Os casos de 50% seriam Seicheles e llhas Maurício, além de República Dominicana e Cuba, que possuem 50% de elementos latino-americanos.

Resultados para a categorização de civilizações 100%

 OcidentalSino-confucianaIslâmicaLatino-americanaEslavo-ortodoxaAfricanaJaponesaHinduBudistaInsular 
1AlemanhaChinaAfeganistãoArgentinaArmêniaÁfrica do SulJapãoÍndiaMianmarBarbados
2AustráliaCoréia do NorteAlbâniaBolíviaBielorússiaAngolaNepalTailândiaFiji
3ÁustriaTaiwanArábia SauditaBrasilBósnia Herz.BeninSri LankaFilipinas
4BélgicaVietnãArgéliaChileGeórgiaBotsuanaHaiti
5CanadáAzerbaijãoColômbiaMacedôniaBurkina FasoIlhas Salomão
6CroáciaBahreinCosta RicaMoldáviaBurundiJamaica
7DinamarcaBangladeshEquadorMontenegroCamarõesMaldivas
8EslováquiaCatarEl SalvadorRússiaChadePapua Nova Guiné
9EslovêniaEgitoGuatemalaSérviaCongoTimor-Leste
10EspanhaEm. ÁrabesGuianaUcrâniaCosta do MarfimTrinidad e Tobago
11Estados UnidosIêmenHondurasEritréiaVanuatu
12EstôniaIndonésiaMéxicoEswatini
13FinlândiaIrãNicaráguaEtiópia
14FrançaIraquePanamáGabão
15HolandaJordâniaParaguaiGana
16HungriaKuwaitPeruGuiné Equatorial
17IrlandaLíbiaSurinameGuiné-Bissau
18IslândiaMarrocosUruguaiLesoto
19IsraelMauritâniaVenezuelaLibéria
20ItáliaOmãMadagascar
21LetôniaPalestinaMalawi
22LituâniaPaquistãoMoçambique
23NoruegaSíriaNamíbia
24Nova ZelândiaTajiquistãoNigéria
25PolôniaTunísiaQuênia
26PortugalTurcomenistãoRepública Central Africana
27Reino UnidoUzbequistãoRep. Dem. do Congo
28República ChecaRuanda
29SuéciaS.Tomé e Príncipe
30SuíçaSierra Leone
31Sudão do Sul
32Tanzânia
33Togo
34Uganda
35Zâmbia
36Zimbábue

Fonte: Elaborado por Renato Revoredo Machado

Resultados para a categorização de civilizações mistas

PaísCivilização 1Civilização 2
BulgáriaOcidentalEslavo-ortodoxa
ButãoHinduBudista
CambodiaSino-confucianaBudista
CasaquistãoIslâmicaEslavo-ortodoxa
ChipreOcidentalEslavo-ortodoxa
CingapuraBudistaSino-confuciana
ComoresAfricanaIslâmica
Coréia do SulSino-confucianaOcidental
CubaLatino-americanaInsular
DjiboutiAfricanaIslâmica
GâmbiaAfricanaIslâmica
GréciaEslavo-ortodoxaOcidental
GuinéAfricanaIslâmica
Ilhas MaurícioHinduInsular
LaosSino-confucianaBudista
LíbanoIslâmicaOcidental
MalásiaSino-confucianaIslâmica
MaliIslâmicaAfricana
MongóliaSino-confucianaBudista
NigerAfricanaIslâmica
Porto RicoLatino-americanaOcidental
QuirjiquistãoIslâmicaEslavo-ortodoxa
República DominicanaInsularLatino-americana
RomêniaOcidentalEslavo-ortodoxa
SeichelesAfricanaInsular
SenegalAfricanaIslâmica
SomáliaAfricanaIslâmica
SudãoAfricanaIslâmica
TurquiaIslâmicaOcidental

Fonte: Elaborado por Renato Revoredo Machado

As civilizações de Samuel Huntington – um exercício de ajustes e quantificação 1
Base de dados: Banco Mundial (2018) | Elaborado por Renato Revoredo Machado

Referências Bibliográficas

Banco Mundial. (2020). Obtido de www.worldbank.org

Barkey, H. J. (2019). The Kurdish Awakening – Unity, Betrayal, and the Future of the Middle East. Foreign Affairs 98:2, 107-118.

Cashman, G. (2014). What causes war? An Introduction to Theories of International Conflict. Rowan and Littlefield.

Daalder, I. H., & Lindsay, J. M. (2018). The Committe to Save the World Order – America’s Allies Must Step Up as America Steps Down. Foreign Affairs 97:6, 72-83.

Eberstadt, N. (2019). With Great Demographics Comes Great Power – Why Population Will Drive Geopolitics. Foreign Affairs 98:4, 146-57.

Fox, J. (2002). Ethnic Minorities and the Clash of Civilizations: A Quantitative Analysis of Huntington’s Thesis. British Journal of Political Science 32:3, 415-434.

Fukuyama, F. (1989). The End of History? The National Interest 16 (Summer 1989), 3-18.

Glasser, S. B. (2019). Putin the Great. Foreign Affairs 98:5, 10-25.

Huntington, S. P. (1993). The Clash of Civilizations? Foreign Affairs 72:3, 1-17.

Huntington, S. P. (1996). The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order. New York: Simon&Schuster.

Lee, M.-H. (2017). Confucionism – Its Roots and Global Significance. Honolulu: University of Hawaii Press: East-West Center.

Nathan, A. J. (2019). Book Review- Mongolia´s Foreign Policy: Navigating a Changing World by Alicia Campi. Foreign Affairs 98:6, 219.

Nathan, A. J. (2019). Book Review- Peak Japan: The End of Great Ambitions by Brad Glosserman. Foreign Affairs 98:3, 187.

Roesner, N. F. (Dezembro de 2019). Revista Relações Exteriores. Obtido de https://relacoesexteriores.com.br/a-formacao-da-identidade-nacional-russa/

Sharma, R. (2019). No Country for Strongmen – How India’s Democracy Constrains Modi. Foreign Affairs 98:2, 96-106.

The World Almanac and Book of Facts. (2019). New York: Newgen North America.

Tagged:
About the Author

Atualmente concluindo meu Mestrado em Relações Internacionais na Florida State University (EUA), no campus da cidade do Panamá, Panamá, tenho um MBA pela University of Rochester (EUA) e bacharelado em Administração de Empresas pela FGV-SP (Brasil).

Deixe uma resposta