Dia Internacional dos bancos – 04 de dezembro de 2019

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Em 2019, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou a resolução 74/245, designando o dia 4 de dezembro como o Dia Internacional dos Bancos. A data serve de reconhecimento da importância tanto dos bancos multilaterais de desenvolvimento quanto de outros bancos internacionais na agenda 2020 de desenvolvimento sustentável. Além disso, a comemoração visa dar reconhecimento para os sistemas bancários dos Estados-Membros da ONU e suas contribuições para o desenvolvimento de forma geral.

Os bancos na história

Antes mesmo da ascensão do capitalismo moderno, o desafio de adquirir recursos para investir em atividades produtivas já era presente. Com a complexidade da Era Contemporânea e dos novos desafios enfrentados em um mundo cada vez mais globalizado, o papel dos bancos como motores do desenvolvimento econômico e sustentável, se revela cada vez mais forte.

A reconstrução europeia no pós-segunda guerra, a recuperação econômica impulsionada posteriormente a crise de 2008 e o socorro financeiro de combate a pandemia, tiveram os bancos como seus principais agentes. Muito mais do que intermediar transações financeiras, as importantes entidades têm peso muito maior do que serem reféns do ambiente econômico e seu estigma de somente capitalizar recursos financeiros.

Responsáveis por auxiliar a promoção do desenvolvimento, os Bancos atuam na criação de estudos e análise de riscos dos projetos que são capazes de aperfeiçoar a estrutura econômica e social de diversas regiões. Dos portos africanos, passando pelas pesadas indústrias chinesas e hidroelétricas no norte do Brasil, a viabilidade na execução das obras são garantidas pelos recursos bancários e seus especialistas que por muitas vezes assessoram a condução dos projetos.

Os bancos de fomento, por exemplo, têm a missão de estimular e incentivar a criação de empresas e negócios inovadores, além de proporcionar o desenvolvimento local, melhorando a qualidade de vida. O Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste são importantes exemplos para garantir que as localidades e diferentes regiões possam se desenvolver.

No contexto global, tem-se o Banco Mundial, responsável por mitigar as diferenças econômicas regionais e prover recursos aos países mais pobres. De forma similar as entidades bancárias regionais como o Banco Central da União Europeia, o Banco dos BRICS nasceu para suprir as demandas locais, que os desafios e dilemas econômicos contemporâneos exigem.

Entre os grandes desafios do século XXI, a mudança climática e o progresso tecnológico para a transição de uma economia verde, é vital a participação das instituições bancárias. Graças a elas, os recursos necessários para mitigar os efeitos do clima são possíveis e grandes obras e processos de redução de poluentes são viabilizados, surtindo efeito na qualidade de vida da população.

Ainda que os exemplos citados sejam sobretudo de grandes empresas e projetos gigantescos, o papel dos bancos não se limita a eles. A ampliação do acesso da população aos bancos, já é capaz de mudar a vida das famílias. Se a falta desse acesso não permite que os agentes econômicos poupem, a suas participações nessas entidades auxiliam as pessoas a melhor estruturarem seus orçamentos e aperfeiçoamento do planejamento. Graças a inclusão bancária, a aquisição de patrimônios como casas e carros são possíveis, e a poupança traz a garantia de segurança financeira a longo prazo.

Os princípios para a atividade bancária responsável

Os Princípios para a atividade bancária responsável consistem numa estrutura que direciona as práticas e políticas de bancos signatários precisam adotar para estar dentro dos padrões exigidos pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e pelas diretrizes estabelecidas no Acordo de Paris. São eles:

  • Alinhamento: A busca por alinhar as estratégias de negócios a fim de atingir consistência e contribuir com as necessidades individuais e os objetivos da sociedade, conforme expresso nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, no Acordo de Paris e também nas estruturas nacionais e regionais relevantes.
  • Impacto e definição de metas: A busca pelo aumento contínuo dos impactos positivos, reduzindo os impactos negativos e gerenciando os riscos às pessoas e ao meio ambiente resultantes das atividades bancárias e de seus produtos e serviços relacionados.
  • Clientes: A busca por um trabalho com responsabilidade para com os clientes, a fim de incentivar práticas sustentáveis ​​e permitir atividades econômicas que criem prosperidade compartilhada para as gerações atuais e futuras.
  • Partes interessadas: A busca por consultar, envolver e formar parcerias de forma proativa e responsável com as partes interessadas relevantes para atingir os objetivos da sociedade.
  • Governança e Cultura: A busca por implementar dentro das instituições bancárias o compromisso com esses Princípios por meio de governança eficaz e de uma cultura de banco responsável.
  • Transparência e responsabilidade: A revisão periódica da implementação individual e coletiva desses Princípios e a exigência da transparência e responsabilidade ​​pelos impactos positivos e negativos e pela contribuição dos bancos para os objetivos da sociedade.

Sendo assim, o dia 4 de dezembro é uma importante data para a comunidade internacional, na medida em que relembra o papel desses importantes atores internacionais que são os bancos, revitalizando os seus compromissos e responsabilidades com o desenvolvimento sustentável e exigindo que essas instituições façam parte do escopo do direito internacional e da busca concreta por um mundo melhor.

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