Ascensão e queda ecológica das civilizações A falácia da separação entre humanidade e natureza

Ruínas de Ctesiphon (antiga capital do Império Persa Sassânida | Fonte: Wikimedia Commons
Ascensão e queda ecológica das civilizações 1

Inseridos na chamada Quarta Revolução Industrial e vivenciando a época denominada como Antropoceno (ou seja, o reconhecimento da capacidade singular da humanidade em interferir nos processos ambientais sistêmicos), somos constantemente referendados à “salvaguardar o meio ambiente” e aprimorar o “desenvolvimento sustentável” dentro de uma ótica que separa o “nós” do “ambiente”. 

Do nosso ponto de vista, esta perspectiva representa um grave erro ao não reconhecer a humanidade como parte da natureza, uma vez que se direciona à comodificação dos ecossistemas. Ademais, também fica evidente a necessidade de se priorizar por uma perspectiva holística com relação ao Sistema Terra, no qual processos regionais e localizados são diretamente influenciados por configurações globais e até mesmo universais.

A fim de estruturarmos o argumento, vamos nos direcionar à História-mundo no intuito de exemplificarmos determinados aspectos conjunturais e estruturais que marcaram a relação de algumas civilizações com o “meio ambiente”. Neste sentido, buscaremos retratar dinâmicas de utilização, convívio e degradação junto aos espaços, e como estas dinâmicas foram sendo moldadas ao longo do tempo a partir de uma maior interconexão e verticalização da degradação ecológica. Por fim, utilizaremos destes exemplos a fim de tratar algumas questões presentes no nosso cotidiano e como a dimensão ecológica tem sido uma importante catalisadora de disrupções sociopolíticas há milênios.

O aspecto ecológico no nascimento das grandes civilizações sedentárias

A configuração ambiental da superfície terrestre é uma característica condicionante do desenvolvimento humano desde a origem do Homo Sapiens. Os agrupamentos humanos eram formados por poucos indivíduos que subsistiam da coleta de frutas e sementes, assim como da caça de animais, a fim de atingirem suas necessidades dietéticas. Neste contexto, logo após a relativa exaustão de recursos da fauna e flora locais, estes grupos se dirigiam a outros territórios, permitindo que a localidade anterior pudesse se restabelecer. Todavia, eram recorrentes as extinções de animais por conta da caça, afetando a biodiversidade local e permitindo a reprodução acelerada de determinadas espécies que não contavam mais com predadores locais (Hughes, 2009, p. 21). 

Por volta do quinto milênio a.C. uma revolução ocorreu. As sociedades humanas foram capazes, de maneira sistemática, de cultivar e estocar alimentos, em especial os grãos, capacidade esta que fora acompanhada pela seleção artificial das sementes, ampliando o plantio de cultivos que melhor atendiam aos interesses dos grupos humanos.  O ato de estocar comida foi o responsável direto pela estratificação e sedentarização social, tendo em vista que a capacidade de produção de alimentos excedia a necessidade daqueles envoltos no plantio e na colheita, permitindo assim a ampliação de funções que não estavam relacionadas à agricultura, como escribas, militares e sacerdotes. Todavia, a verticalização social e ampliação demográfica das civilizações trariam graves consequências ecológicas, e inaugurariam um novo capítulo na história humana, com o advento de guerras organizadas e desestruturações sociais (McNeill; McNeill, 2005, p.25-29). 

Egípcios e Mesopotâmicos, pioneiros na construção de sociedades “complexas”, edificaram suas respectivas civilizações no curso de rios que percorriam desertos e porções semiáridas do Norte da África e Oeste da Ásia. Neste sentido, a grande concentração demográfica nas margens dos fluxos fluviais, e  acompanhada por uma exploração intensiva, representou uma elevada pressão sobre os recursos naturais. Imponentes infraestruturas de irrigação, utilizadas para acompanhar a intensificação da agricultura nestas regiões, eram uma importante expressão deste contexto. Todavia, o uso excessivo dos solos e a crescente salinização da água (por conta da erosão e da formação de depósitos de sal nas obras de irrigação) promoveram safras diminutas. Em adição, este cenário propiciou a emergência de ebulições sociais e a incursão de tribos e reinados vizinhos, que se aproveitavam da fraqueza do Estado em questão, uma vez que a agricultura representava a base fiscal e de subsistência destas civilizações. 

Neste mesmo contexto, a busca por materiais estratégicos, como a madeira, tornou-se casus belli (ou seja, uma ocasião teoricamente capaz de justificar uma guerra) entre civilizações que pretendiam monopolizar a extração destes bens e utilizá-los no comércio, construções e no próprio esforço de guerra. Regiões que atuavam como centros do processo de urbanização e acumulação criavam verdadeiras redes de exploração e interdependência junto a suas respectivas periferias e as hinterlândias cercanas (Frank & Gills, 1993, p. 94 e 95). Tal conjuntura fez ampliar o escopo geográfico dos impactos oriundos deste arranjo de apropriação de riquezas a fim de atingir objetivos militares, econômicos e até mesmo ideológicos, sobretudo no comércio de luxo entre as elites. 

A primazia naval de Atenas, por exemplo, era reflexo da sua necessidade de garantir o monopólio do comércio de madeira no Mar Negro e Egeu, tendo em vista que a maior parte das florestas gregas haviam sido depletadas pela extração extensiva. Não obstante, a própria agricultura das cidades-Estado era seriamente prejudicada por conta da erosão e a conseguinte deficiência de fixação de nutrientes no solo, sendo também responsáveis pela ampliação das enchentes quando de grandes chuvas (Hughes, 2009, p. 63). Cabe exemplificar que a região geográfica que incorpora desde os territórios ao sul do Levante até a fronteira da Mesopotâmia com as Cordilheiras Zagros, conhecida como “Crescente Fértil”, hoje é uma região de terreno majoritariamente árido e incapaz de sustentar biomas mais complexos, contexto este que é fruto da exaustão ambiental instrumentalizada há milênios na localidade.

Durante os séculos II a.C. eIII d.C. as duas extremidades da Eurásia abrigavam imponentes impérios como a China Han e o Império Romano, tendo os Iranianos, por meio das dinastias Parta e Sassânida, como unidade política intermediária. Tal processo recebeu o nome de Rotas da Seda, que implicavam no acréscimo da escala das interações entre tais potências e cuja manutenção dos fluxos dependia de inúmeras confederações nômades que habitavam a extensa planície euroasiática. 

Todavia, a correlação entre um estado de beligerância constante, a sustentação de um modelo extrativista e expansivo, e uma contínua intensificação da produção agrícola, trouxeram reflexos para a condução política desses poderes (McNeill; McNeill, 2005, p. 79-81). O Império Romano, por exemplo, foi responsável por depredar a rica fauna presente no Norte da África, por conta da sua necessidade constante de contar com animais exóticos para figurarem nos grandes eventos do Coliseu, e para servirem como ativos no comércio exterior (Hornborg; et al, 2007, p. 33).

Nesta mesma época, a constante degradação ambiental causada pela expansão dos núcleos urbanos traria um novo efeito devastador: as pandemias. O crescente desmatamento e a ampliação de cidades e campos agrícolas possibilitou que vetores de doenças infectocontagiosas, como ratos, morcegos e mosquitos, pudessem entrar em contato direto com grupamentos humanos, contexto que seria então exponencializado graças à interconexão entre as unidades afro-euroasiáticas. As sucessivas pestes do século II d.C. foram responsáveis por grandes crises demográficas e econômicas, fragilizando estruturalmente os principais impérios globais à época e marcando um ponto importante em suas respectivas trajetórias de declínio (McNeill; McNeill, 2005, p. 90 e 91).

Até o momento, os argumentos utilizados parecem confirmar a primazia da agência antropocêntrica sobre a natureza, todavia, existem dimensões mais elevadas da questão. As erupções vulcânicas têm sido uma importante ferramenta de reconfiguração ecológica na Terra, isto ocorre pois os materiais expelidos pelos vulcões impactam na capacidade de penetração dos raios solares no planeta. Consequentemente, são observados efeitos como temperaturas mais baixas e a dificuldade de absorção de energia por parte de plantas terrestres e algas, assim também como podem favorecer a transmissão de determinados microrganismos em função das reações físico químicas (Parker, 2013).

Terremotos e correntes marítimas também são catalisadores de primeira ordem no ecossistema mundial, uma vez que podem modificar aos poucos a própria configuração da superfície terrestre. Outrossim, correntes de vento e umidade podem produzir transformações climáticas como aquelas presenciadas nas Monções do Oceano Índico e na desertificação do Saara, que por milênios havia sido uma grande floresta tropical (Dalby, 2020). Não obstante, a organização político-social de muitos impérios, reinados e confederações na História refletiam adaptações humanas aos imperativos geográficos que se faziam presentes e condicionavam as possibilidades de sedentarização. Fatores topográficos, hidrográficos e de biodiversidade de fauna e flora, influem diretamente sobre os grupamentos humanos e seus respectivos modelos de resposta.

O advento do capitalismo e a externalização dos custos ecológicos

Enquanto o termo “Idade Média” guarda uma semântica de retrocesso econômico e fragmentação, esta perspectiva pode ser aplicada somente a Europa, tendo em vista que o período foi responsável pelo aparecimento de grandes e poderosos Estados e Impérios como as Dinastias Tang e Song na China, o Império Mongol e o Califado Abássida. Contudo, o período posterior à Peste Negra e, sobretudo, após o início das Grandes Navegações ibéricas, propulsou a ampliação de um sistema pautado pela acumulação incessante de capital e no qual a relação entre governantes, banqueiros e comerciantes era simbiótica. 

As invasões e saques de espanhóis e portugueses aos continentes Americano e Africano, a partir do século XV, vão iniciar um processo de incorporação de novas zonas geográficas à crescente divisão vertical do trabalho que nutria a expansão do modelo capitalista comercial europeu (Hopkins; et al, 1982, p. 55). A extração de quantidades exorbitantes de prata no atual Peru, e o plantio extensivo de cana-de-açúcar no nordeste brasileiro e América Central, associada à extração do pau-brasil, garantiram um importante fluxo de bens primários aos europeus. Estes mesmos bens eram então revertidos em capital quando de suas respectivas inserções no mercado doméstico das metrópoles, ou então como ativos no comércio marítimo junto aos grandes poderes asiáticos (McNeill; McNeill, 2005, p. 172-174).

Cabe salientar que, mais do que um “roubo” das riquezas afro-americanas, este processo de especialização e ampliação da divisão do trabalho, que contava com o uso extensivo de mão de obra escrava de povos originários e negros africanos, representava um modelo de exploração no qual os intensos danos ecológicos causados por tais atividades econômicas eram absorvidos pela colônia, permitindo aos europeus capitalistas a utilização de outros meios produtivos em seus domínios “continentais” (McNeill; McNeill, 2005, p. 178-183). 

Quando da ascensão de grandes potências do capitalismo financeiro-industrial (por exemplo, Holanda e Inglaterra), o processo de externalização de custos ecológicos atingiu contornos sem precedentes quanto à escala do processo de deterioração dos ecossistemas do mundo a fim de atingir as métricas de lucratividade das potências europeias por meio do comércio internacional. Contudo, mais uma vez o próprio ciclo sistêmico da Terra seria responsável por trazer uma grande crise ecológica mundial, no ponto de vista das sociedades estratificadas, durante o século XVII. 

Este período foi marcado pelos menores índices de temperatura no milênio, configurando o ápice da chamada “Pequena Era do Gelo” (1330-1850). A queda das temperaturas foi acompanhada por uma série de safras insuficientes, enchentes e propagação de pragas, conjuntura esta que foi previamente impulsionada por uma crescente pressão sobre os recursos naturais, que se instrumentalizava há pelo menos um século (Parker, 2013). 

Como resultado, ebulições sociais de grande magnitude ocorreram em locais como a Europa Ocidental, o Império Otomano, a Índia Mughal e a China Ming. Este contexto de crise ambiental foi um dos principais catalisadores para conflitos como a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) e a instauração da dinastia manchu Qing na China, beligerâncias estas que se estenderam por décadas e reclamaram a vida de milhões de pessoas.

O sistema interestatal contemporâneo e o “desenvolvimento sustentável

Atualmente, a pauta ambiental vem recebendo um enfoque cada vez maior nos grandes fóruns de discussão internacional, como a Assembleia Geral das Nações Unidas, e até mesmo em relatórios especializados sobre temas geopolíticos que focalizam a temática das mudanças climáticas enquanto um fator de desestabilização dos poderes do Estado e das estruturas sociais (Krampe, 2019). Não há dúvidas de que a inserção destes temas é um primeiro passo importante, contudo, ainda há muito a ser feito, tanto em termos de proposição política, quanto de assimilação das complexidades que envolvem o assunto.

Como exemplo, podemos citar os dezessete Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) formulados pelas Nações Unidas. Aproximadamente sete destes objetivos tem uma relação direta com o macrotema ambiental, todavia, a utilização de vocábulos como “minimizar” os impactos e “desenvolver” novos meios que sejam menos agressivos ao meio ambiente, não refletem a emergência do tema. 

O atual nível de inovação tecnológica, fortemente impulsionado, nos últimos séculos, pela guerra e a acumulação de capital das economias centrais, permitiu que a capacidade humana de modificação da lógica de funcionamento da Terra alcançasse um patamar ímpar entre as demais espécies do planeta. Em consonância, a securitização de bens “estratégicos”, o ode ao consumismo desenfreado, e o espraiamento de ideologias cada vez mais materialistas, por exemplo, tornam a prospecção de “sustentabilidade” incoerente com a manutenção dos sistemas político, econômico e social vigentes.

Hornborg (2020) nos auxilia a problematizar a compreensão atual de temas como o dinheiro e a tecnologia, uma vez que o primeiro é tido como uma dimensão necessária para operacionalizar um viés utilitarista das relações, enquanto a tecnologia é normalmente compreendida como algo neutro e direcionado ao melhoramento dos processos antrópicos. Neste contexto, o autor nos relembra que estes dois “agentes” refletem, em primeiro lugar, uma ampla comodificação das relações sociais e das próprias trocas de recursos biofísicos:

[…] a acumulação da tecnologia das máquinas a vapor no Império Britânico durante o século XIX foi o produto de uma concentração de recursos biofísicos de diferentes partes do mundo, orquestrados por relações de preço. Preços vantajosos no mercado mundial proporcionaram oportunidades para que empresários britânicos pudessem adquirir, em troca de suas manufaturas, commodities que representavam grandes quantidades de trabalho, terra, energia e materiais corporificados e que eram englobados em suas exportações. O que era transferido assimetricamente para o centro do Império Britânico não era simplesmente mais-valia, mas também recursos biofísicos e materiais. (Hornborg, 2020, p. 188, tradução nossa)

Muitas das iniciativas atuais de “combate aos desafios ecológicos” têm como arcabouço econômico uma verdadeira financeirização do meio ambiente, tal qual como observamos os debates crescentes sobre a privatização da água, os créditos de carbono e a comodificação de terras produtivas (Dalby, 2020). Países como Emirados Árabes Unidos e China, por exemplo, se utilizam de suas capacidades financeiras robustas para formalizar contratos de compra de commodities agrícolas em países subdesenvolvidos. Por vezes, muitos destes acordos excedem os 3 anos conseguintes e podem também englobar a concessão de terras (processo chamado de land grab), representando uma possível crise de insegurança alimentar ao país em questão, no caso de disrupções produtivas.

A geopolítica belicosa das potências é um outro fator de disrupção para o equilíbrio dos ecossistemas locais. As duas guerras capitaneadas pelos Estados Unidos contra o Iraque em 1991 e 2003, foram responsáveis por um saldo de mortes que excedia os milhões, tendo a maioria perecido de fome, má nutrição e doenças por conta da destruição de infraestruturas como barragens e diques, e na mudança artificial dos cursos dos rios e bombardeios em regiões produtivas (Isiksal; Göksel, 2018, p. 93 e 94). 

Não obstante, a participação de grandes empresas do setor de exploração de hidrocarbonetos e minérios no mercado internacional também têm gerado grandes impactos ecológicos em países como a Nigéria, trazendo graves prejuízos para a manutenção do estilo de vida da população local e da própria sustentação do ecossistema, quando de vazamentos tóxicos e construções de grandes estruturas (Kennedy, 2021).

Contudo, é necessário refutarmos uma lógica ecofascista de superpovoamento enquanto causa direta dos desequilíbrios ecológicos da Terra, -enfatizando o declínio populacional como uma solução definitiva para o problema. Este tipo de argumento acaba por omitir a potencialidade do sistema vigente para a condução das relações sociais frente aos ecossistemas, seja na contemporaneidade capitalista ou nas grandes civilizações estratificadas do passado, abrindo espaço para que seja utilizado como ferramenta pelas elites contra povos e regiões periféricas. 

Inúmeras sociedades menos estratificadas na História guardavam a sua relação com o todo -isto é, o “meio ambiente”- em alta estima. Tanto grandes mamíferos quanto seres inanimados, como rochas e sedimentos, eram vistos como componentes de uma única interlocução na qual os grupamentos humanos eram somente uma de suas múltiplas partes. A reprodução de comportamentos como estes na sociedade contemporânea soa como ficção, especialmente quando observamos a contínua supressão de comunidades originárias e quilombolas, por exemplo, que são conhecidas pela sua relação de sustentabilidade ambiental prolongada. 

Todavia, é necessário que a Sociedade Internacional reconheça que a noção de “desenvolvimento sustentável” é em si mesma contrafactual, face a um sistema e uma racionalidade que não reconhecem a inserção da humanidade no âmbito da biosfera, mas sim o contrário.

Referências bibliográficas:

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PARKER, Geoffrey. Global Crisis: War, Climate Change, & Catastrophe in the Seventeenth Century. London: Yale University Press, 2013.

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Sobre o Autor

Professor de Geografia e Sociologia na Rede Estadual de Educação do Maranhão | Mestrando pelo PEPI-UFRJ | Pós-Graduado em Negócios Internacionais e Bacharel em Relações Internacionais | Assistente de pesquisa no subgrupo de Biodefesa e Segurança Alimentar do LSC-EGN | Pesquisador associado ao NUPREM-IBMR | Pesquisador voluntário do LABH-UFRJ | Integrante do Podcast "E ai Morgenthau?

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